Na luta por direitos: professores e professoras de Poço Redondo mais uma vez paralisam suas atividades

325

Em Poço Redondo a aula hoje foi na rua. Professores e professoras paralisaram suas atividades nesta sexta-feira, dia 15, para cobrar da prefeita Aline Vasconcelos que respeite os direitos do magistério da rede municipal.

A prefeita foge dos professores e professoras e segue sem cumprir com a atualização do piso salarial de 2022, conforme preconiza a Lei.

Na tentativa de desmobilizar a luta da categoria, a prefeita antecipou as férias escolares, sem sequer fazer consulta a comunidades escolar. Esta ação fez com que muitos pais, mães e responsáveis mudassem seus planos e tudo isso apenas para a prefeita Aline fugir de suas responsabilidades enquanto gestora municipal.

O piso salarial do magistério é assegurado a professores e professoras da rede pública de todo o Brasil desde 2008, pela Lei 11.738.

A lei é taxativa ao dizer que o piso deve ser atualizado anualmente, sempre em janeiro. A atualização deve ser feita de forma automática e assegurando os direitos da carreira, cumprindo decisões do STF e STJ. Em 2022 o percentual é de 33,24%.

A proposta apresentada pela prefeita Aline Vasconcelos ao SINTESE, para a atualização do piso de 2022, é vergonhosa: oferece apenas o pagamento de 10%, de forma imediata, e mais 5% em dezembro, e coloca como condição para o pagamento destes percentuais a retirada de direitos de professores e professoras de Poço Redondo.

“Infelizmente, mais uma vez, tivemos que paralisar nossas atividades, para dialogar com a população sobre como os professores e professoras de Poço Redondo vêm sendo desrespeitados pela prefeita Aline, que ao invés de negociar, de cumprir o que a Lei estabelece, se esconde dos professores e professoras. O SINTESE segue aberto ao diálogo, mas não vamos abrir mão de direitos e só estamos aqui, inclusive, cobrando o que é nosso por direito: o piso salarial.  Dinheiro tem, o que falta é vontade política da prefeita”, coloca do coordenador do SINTESE, na região do alto sertão, professor Cloverton Santos.