Professores de Propriá realizam ato para exigir direitos

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Os professores farão novos atos nos dia 28 de julho e 5 de agosto

Os velhos problemas se repetem e mais uma vez os professores da rede municipal de Propriá foramOs professores farão novos atos nos dia 28 de julho e 5 de agosto obrigados a paralisar suas atividades nesta quinta-feira, 23. Os professores realizaram ato no conjunto Maria do Carmo, onde dialogaram e entregaram panfletos a população local.

Os professores de Propriá vivem a página mais terrível de sua história: são atrasos e parcelamentos de salários, péssimas condições de trabalho e perseguição política. Diante de toda esta problemática, os professores decidiram, em assembleia, que farão uma série de atos e paralisações para exigir do prefeito, José Américo de Lima, que cumpra a lei e respeite a educação.

Os próximos atos serão nos dia 28 de julho e 5 de agosto. Em ambos os dias os professores também, paralisarão suas atividades.  

Salários fatiados

Já pensou ter seu salário pago em duas vezes? Pois é isso que o prefeito de Propriá está fazendo com o salário dos professores. Antes o salário do professor era pago no dia 30, do mês trabalhado. Sem mais nem menos, o prefeito decidiu dividir o pagamento dos salários em duas vezes, uma parte no dia 10 e outra no dia 20, do mês seguinte.  Para piorar a situação, este mês a “segunda parte” do salário de junho não foi paga no dia 20 julho e não há previsão para os professores receberem.

Alimentação inadequada

A alimentação das escolas da rede municipal de Propriá se resume a broa e biscoito, acompanhados de uma caneca cheinha de suco de caixa. Uma alimentação rica em açúcar e com pouco valor nutricional, que descumpre as normas estabelecidas pelo Plano Nacional de Alimentação Escolar.

Escolas sucateadas

As escolas da rede municipal também estão em estado precário. Há uma urgente necessidade de reformas nos prédios das unidades de ensino para assegurar acesso e permanência dos estudantes. Vale lembrar que a garantia de uma educação de qualidade perpassa por assegurar uma escola estruturada. Ninguém quer estudar em uma escola feia, suja, que não oferece as condições necessárias para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem.

Outro problema enfrentado pelos estudantes do município de Propriá é a má prestação do serviço de transporte escolar, que não os atende com regularidade, prejudica o cumprimento dos horários das aulas e o retorno destes estudantes a seus lares.

Luta dos professores

Diante pressão feita pelos professores o prefeito, José Américo, tem atacado a categoria por meio de propagandas enganosas, que tentam desqualificar a luta do magistério. Com os atos os professores pretendem mostrar à população que a principal vítima de toda esta história é a educação de Propriá.

“Não podemos permitir que ano após ano os problemas se tornem cada vez maiores . Por isso, pedimos o apoio da população nesta luta. Uma educação digna, séria e de qualidade social irá assegurar a nossa cidade um presente e uma futuro melhor. Vamos juntos exigir do prefeito, José Américo, mais respeito aos professores e a educação de Propriá. Quem respeita o povo, respeita a educação”, defende a delegada Sindical do SINTESE em Propriá, professora Maria Gláucia Oliveira.