Professores de Pacatuba fazem Via crúcis

187

Os educadores chegam nesta sexta ao vigésimo nono dia de greve e até o momento o prefeito sequer recebeu a categoria. Os professores da rede municipal de Pacatuba realizam nesta sexta a partir das 19h uma via crúcis pelas ruas da cidade. O objetivo é mais uma vez tentar fazer com que o prefeito Luis Carlos Santos se sensibilize e receba a categoria para negociar.

Os educadores chegam nesta sexta ao vigésimo nono dia de greve e até o momento o prefeito sequer recebeu a categoria. A argumentação é de que uma comissão foi formada e já tinha recebido os professores, mas segundo representantes do SINTESE essa comissão não exisite o que aconteceu é que os professores foram recebidos por alguns assessores da prefeitura que não têm autonomia para negociar.

Na segunda, dia 26, os educadores vieram a Aracaju e fizeram um ato em frente a casa de apoio para tentar falar com o prefeito, mas também não foi possível.

De acordo com os representantes do SINTESE no município a greve só acaba quando o prefeito se reunir com a categoria e negociar a pauta de reivindicação. No sábado, 31, dia da feira no município, os professores realizam uma feijoada em frente a prefeitura. Estão programados também: uma missa e um culto evangélico.

Falta transparência

O conselho do Fundeb não funciona adequadamente porque a prefeitura não fornece a documentação necessária para análise. No caso do Conselho de Alimentação Escolar ainda é pior pois o prefeito não emitiu as portarias que nomeiam os representantes do magistério, inviabilizando o funcionamento. Isso sem contar que os demais segmentos (pais e alunos) foram indicados pela secretaria municipal de Educação. Essa conduta desrespeita a Resolução nº 32/2006 que estabelece as normas de execução do PNAE. De acordo com a resolução os representantes devem ser eleitos e que antes disso se faça ampla divulgação do processo eleitoral para que todos os segmentos possam participar.

Segundo o PNAE o município recebeu em 2007 R$167.288,00 para alimentação escolar, mas a administração não fornece a documentação para comprovar a utilização deste recurso. O parecer de aprovação das contas de 2007 não foi elaborado pelos conselheiros, e sim pela empresa terceirizada que faz a contabilidade da prefeitura e foi assinado pelo presidente do CAE que faz parte do grupo político do prefeito.