Na última sexta, 06, os professores apresentaram em praça pública para a comunidade um vídeo mostrando a péssima situação das escolas. O SINTESE enviou para o Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Ministérios Públicos Estadual e Federal, Tribunal de Contas do Estado e da união além de organizações que promovem a educação pública, denúncia sobre a situação catastrófica das escolas municipais de Pacatuba. Na última sexta, 06, os professores apresentaram em praça pública para a comunidade um vídeo mostrando a péssima situação das escolas.
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| VERGONHA | Veja a situação de abandono de algumas escolas de Pacatuba |
Falta água encanada, muro de proteção, as cozinhas não são adequadas para o preparo da alimentação escolar, as carteiras estão quebradas, pisos esburacados, entre outros.
Na Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo no povoado Golfo faltam carteiras e alguns alunos para estudar têm que dividir a carteira ou sentar no chão. A sala da secretaria também é usada como sala de aula para os alunos da Educação Infantil. Não há refeitório e é comum as crianças e jovens fazerem seu lanche também no chão, além disso, a escola está sem muro e não oferece segurança.
Na Escola Municipal Manoel Ricardo dos Santos do povoado Fazenda Nova, há mais de um ano que uma fossa está estourada, o mato cresceu tanto que virou abrigo de cobras e outros animais, colocando em risco a vida de todos. A iluminação é precária e para piorar não há vigilante à noite.
Em Ponta dos Mangues, na escola Bispo dos Santos e na escola Antônio Rosa na Boca da Barra não tem água limpa para alunos, professores e funcionários beberem, as carteiras estão velhas e o calor nas salas é insuportável por falta de ventilação. Não há material didático para alunos e professores e chegar a escola é um perigo porque o acesso é totalmente escuro.
No povoado Ponta da Areia a escola João Camilo Lemos também não tem carteiras, falta banheiro para os professores. Quando chove a escola é inundada porque a bica que deveria escorrer a água está quebrada.
Greve
Devido aos problemas estruturais nas escolas, baixos salários e descumprimento do Plano de Carreira e do Estatuto os professores estão em greve desde o dia 30 de abril. O prefeito Luiz Carlos Santos se recusa a receber a categoria. Já aconteceram reuniões entre a comissão de negociação do SINTESE a alguns assessores do prefeito, mas como estes não têm autonomia as negociações não avançam. O sindicato inclusive já apelou para o Ministério Público intermediar a situação. Uma audiência já ocorreu, mas ainda não há nada de concreto.












