Professores realizam ato público no primeiro dia de paralisação

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Os educadores da rede estadual realizam nesta sexta-feira, a partir das oito da manhã acontece ato público no Calçadão da João Pessoa em frente a Caixa Econômica Federal onde os professores vão mostrar a sociedade o desrespeito com que o governo Marcelo Déda tem tratado os professores e a educação da rede pública estadual. Como é característica dos atos do SINTESE haverá interatividade com o público através de encenações e distribuição de panfletos. Os educadores da rede estadual realizam nesta sexta-feira, a partir das oito da manhã acontece ato público no Calçadão da João Pessoa em frente a Caixa Econômica Federal onde os professores vão mostrar a sociedade o desrespeito com que o governo Marcelo Déda tem tratado os professores e a educação da rede pública estadual. Como é característica dos atos do SINTESE haverá interatividade com o público através de encenações e distribuição de panfletos.

Sexta é o primeiro dia da paralisação que foi decidida dia 08 em assembléia geral e que continua na segunda-feira, dia 14. No segundo dia de interrupção das atividades os professores realizam assembléia geral a partir das nove da manhã no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e à tarde ocupam as galerias da Assembléia Legislativa. Se o governo estadual através da Secretaria de Educação não apresentar algo concreto e que atenda as solicitações da categoria a possibilidade de greve por tempo indeterminado não está descartada.

O estopim para a decisão de paralisar as atividades aconteceu depois que o sindicato apresentou aos professores o resultado da audiência com o secretário de Educação, José Fernandes Lima. Na avaliação da comissão de negociação do SINTESE a audiência não foi produtiva, pois o secretário José Fernandes Lima, não deu encaminhamentos concretos para os pontos da pauta de reivindicação que não foram cumpridos ano passado (PROID, gratificação por interiorização e gestão democrática) e também não sinalizou positivamente para nenhum dos pontos da campanha salarial 2008. “É como se as reivindicações da categoria não tivessem sido analisadas pela SEED, não há retorno concreto de encaminhamento para nenhum dos pontos da pauta de reivindicação dos professores. Além disso, o secretário não apresentou nada sobre a revisão salarial”, disse Joel Almeida, presidente do sindicato.

Na audiência ficou clara a inoperância do secretário em comandar a secretaria. Qualquer negociação a ser feita com o sindicato depende da anuência do secretário da Fazenda, Nilson Lima e dos assessores. “Ficou claro para nós que as pessoas que dão as cartas na SEED são a secretária adjunta, Hortência Barreto, a diretora de Educação, Izabel Ladeira e o assessor Juquinha, o secretário não tem autonomia e segurança para responder a nenhum dos nossos questionamentos”, disse o professor Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do sindicato.

Falta transparência

Outro problema grave que já tinha sido detectado pelo SINTESE na SEED é a falta de transparência com relação a uso dos recursos da Educação. Desde a posse no mês de janeiro que os membros do Conselho do Fundeb solicitam que a SEED disponibilize a documentação para que possa ser analisada pelos conselheiros. Somente no dia 07 a secretaria deu acesso a alguns documentos, mas ainda faltam a prestação de contas dos recursos denominados MDE – Manutenção e Desenvolvimento da Educação que foram praticamente negados.

A reunião do Conselho do Fundeb para aprovação da prestação de contas de 2007 aconteceu na última quarta-feira, dia 09. O conselho aprovou as contas, mas os representantes do magistério votaram pela irregularidade. “Não podíamos ter aprovado contas que não pudemos sequer analisar, pois a SEED não forneceu os documentos em tempo hábil”, disse Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do SINTESE e membro do conselho. Ele ressaltou também que legislação diz que se houver algo de irregular nas contas não só os gestores são responsabilizados, mas também os conselheiros.