Novela “das oito” da Rede Globo trata de fábrica de papel

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O que se pode afirmar com certeza é que a trama se desenvolve em torno de um patrimônio familiar que é uma fábrica de papel. Circula pela Internet informações de que A Favorita, principal novela da Rede Globo teria patrocínio da Aracruz Celulose, empresa conhecida por atuação violenta contra comunidades quilombolas e indígenas por disputa de terras.

O que se pode afirmar com certeza é que a trama se desenvolve em torno de um patrimônio familiar que é uma fábrica de papel. “As casas são feitas de madeira, seguindo a filosofia da indústria de papel e celulose, que possui uma reserva florestal com árvores de reflorestamento. Para dar vida à reserva, Mario Monteiro [autor da novela] e equipe ainda trouxeram 60 pinheiros de oito metros do Paraná”, diz informações oficiais da Rede Globo sobre o cenário da novela.

Mesmo sem o patrocínio da Aracruz, a novela pode ser um apoio explícito ou implícito ao plantio de eucaliptos (matéria-prima para a celulose) e proliferação desse tipo de indústrias no Brasil, consideradas altamente poluentes. A Rede Alerta contra o Deserto Verde, que agrega mais de 100 movimentos sociais, organiza há mais de cinco anos uma campanha contra os plantios de eucalipto, que, segundo afirma o movimento, empobrece a diversidade biológica e cultural, causa desemprego e êxodo de populações tradicionais.

A Aracruz foi a julgamento no Tribunal Permanente dos Povos em 2007, entre as acusações estavam a ocupação indevida de terras e as ações violentas (despejos e deslocamentos forçados) comandadas pela empresa contra populações tradicionais.