O jornalista Raimundo Pereira estará em Aracaju a convite do SINTESE para discutir sua participação nas Oficinas Pedagógicas da Resistência e para o lançamento do livro Retratos do Brasil. Também estão agendadas reuniões com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e audiências com o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira e o governador Marcelo Déda. Nos dias 18 e 19 de março, Sergipe recebe a visita de um dos grandes pilares do jornalismo brasileiro. O jornalista Raimundo Pereira estará em Aracaju a convite do SINTESE para discutir sua participação nas Oficinas Pedagógicas da Resistência e para o lançamento do livro Retratos do Brasil. Também estão agendadas reuniões com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e audiências com o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira e o governador Marcelo Déda.
Retratos do Brasil
O livro, uma edição renovada de 43 fascículos levados às bancas entre 1984 e 1985, tem mais de 800 páginas. Apesar da encadernação e do formato semelhantes aos das enciclopédias, Retrato do Brasil não é mero apanhado de verbetes. Ao contrário. Seu mote é o jornalismo. Derivará do livro também uma série de encartes temáticos que serão publicados mensalmente em CartaCapital, em data ainda a ser definida.
A base de Retrato do Brasil são a reportagem e a análise histórica de temas como política, educação e música, do regime militar à República Velha. A proposta editorial do livro é a mesma da primeira versão: “Ajudar na solução dos problemas angustiantes vividos pela imensa maioria do povo, a partir do estudo objetivo e aprofundado de suas principais dificuldades e dos esforços para superá-las”.
Raimundo Pereira
Raimundo Rodrigues Pereira nasceu em 19 de setembro de 1940, no município de Exu, sertão pernambucano, de onde saiu ainda criança. Iniciou a carreira aos 12 anos de idade, quando foi cronista esportivo, num serviço de auto-falantes no interior de São Paulo.
Integrou a equipe que lançou a revista Veja, dirigiu os jornais Opinião e Movimento, a revista Senhor. Foi, também, repórter da revista Realidade, da Ciência Ilustrada, da revista Istoé e do Jornal da Tarde. Em 2003, dirige a Oficina da Informação, projeto que surgiu, em meados de 1997, apenas com um site de informações diárias na Internet e que em 2001 passou a editar também a revista mensal Reportagem. Na universidade, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) entre 1960 e 1964, foi diretor e cronista de uma publicação interna, que fez certo sucesso entre a estudantada e até, por azar, entre as famílias dos militares que moravam por perto. Em 64 foi preso e expulso do ITA, por causa do trabalho no jornal, que era muito debochado, anarquista.
Quando saiu da prisão, viveu uns tempos de dar aulas, formou-se em Física pela Universidade de São Paulo (USP), mas acabou achando um emprego de repórter, por sinal com um amigo seu, a quem dava aulas de matemática e que depois se tornaria professor na Unicamp, o Ítalo Tronca, na ocasião editor de O Médico Moderno, uma revista especializada.











