Professores da rede estadual paralisam sexta e segunda

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Na sexta a partir das oito da manhã acontece ato público no Calçadão da João Pessoa em frente a Caixa Econômica Federal onde os professores vão mostrar a sociedade a falta de interesse do governo em tratar das reivindicações da categoria. Os educadores da rede estadual decidiram na assembléia geral realizada na última terça-feira, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe que paralisam as aulas na sexta e segunda-feira (11 e 14 de abril).

Na sexta a partir das oito da manhã acontece ato público no Calçadão da João Pessoa em frente a Caixa Econômica Federal onde os professores vão mostrar a sociedade a falta de interesse do governo em tratar das reivindicações da categoria. Na segunda, dia 14, às 9h no Instituto Histórico os educadores realizam nova assembléia para avaliar a paralisação, à tarde eles ocupam as galerias da Assembléia Legislativa. De acordo com a direção do SINTESE se o governo Marcelo Déda através da Secretaria de Educação não apresentar algo concreto e que atenda as solicitações da categoria há a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

O estopim para a decisão de paralisar as atividades aconteceu depois que o sindicato apresentou aos professores o resultado da audiência com o secretário de Educação, José Fernandes Lima. Na avaliação da comissão de negociação do SINTESE a audiência não foi produtiva, pois o secretário José Fernandes Lima, não deu encaminhamentos concretos para os pontos da pauta de reivindicação que não foram cumpridos ano passado (PROID, gratificação por interiorização e gestão democrática) e também não sinalizou positivamente para nenhum dos pontos da campanha salarial 2008. “É como se as reivindicações da categoria não tivessem sido analisadas pela SEED, não há retorno concreto de encaminhamento para nenhum dos pontos da pauta de reivindicação dos professores. Além disso, o secretário não apresentou nada sobre a revisão salarial”, disse Joel Almeida, presidente do sindicato.

Falta transparência

Outro problema grave que já tinha sido detectado pelo SINTESE na SEED é a falta de transparência com relação a uso dos recursos da Educação. Desde a posse no mês de janeiro que os membros do Conselho do Fundeb solicitam a SEED que disponibilize a documentação para que possa ser analisada pelos conselheiros. Somente no dia 07 a secretaria deu acesso a alguns documentos, mas ainda faltam a prestação de contas dos recursos denominados MDE – Manutenção e Desenvolvimento da Educação que foram praticamente negados. “Durante toda a audiência de segunda, solicitei os documentos, pois faço parte do conselho, mas nada foi disponibilizado”, disse Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do SINTESE e membro do conselho do Fundeb.

Vale ressaltar que a reunião do conselho para aprovação das contas acontece nesta quarta, dia 09. Os representantes do magistério no conselho vão encaminhar voto pela não aprovação das contas, pelo simples fato de que não houve tempo hábil para analisar os documentos e seria um ato irresponsável aprovar contas sem saber o seu conteúdo. “Nossa postura de encaminhar voto contrário vem do fato de que, se for encontrada irregularidades, os conselheiros também são responsabilizados e nós não tivemos como nos debruçar e analisar minuciosamente os documentos, até porque eles nos foram entregues 48 horas antes da reunião”, disse Morgan Prado Menezes, da diretoria do SINTESE e que também faz parte do conselho do Fundeb.