Segundo conclusão do ITPS a água de quatro escolas municipais expõe alunos, professores e servidores a diversas doenças A água disponível para alunos, professores e servidores de quatro escolas e também para algumas comunidades para beber e preparar alimentos é imprópria para consumo humano. Esta é a conclusão do relatório feito pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisas do Estado de Sergipe – ITPS. Cinco amostras foram coletadas e submetidas a exames bacteriológicos o resultado foi que:
04 amostras apresentaram coliformes totais e termotolerantes;
01 amostra, apenas, acusou ausência do grupo coliforme.
Foram coletadas amostras de água das escolas municipais Josefina Menezes de Oliveira, Ozeas Aragão, que são abastecidas por cacimbas, do poço que fornece a água para Escola Rural Barrocão do povoado Tabua e do poço artesiano que abastece o povoado Alecrim. Das amostras pesquisadas somente a água colhida na Escola Municipal Clotilde de Jesus Silva, que abastecida pela DESO, está apta para consumo.
Isso significa que quem usa da água contaminada está exposto a contrair doenças como cólera, febre tifóide, febre paratifóide e disenteria bacilar. Os representantes do SINTESE no município já denunciaram o problema à prefeitura, mas até agora nenhuma providência foi tomada.
Com esses resultados o sindicato enviará denúncia aos órgãos fiscalizadores dos recursos da Educação e também ao Governo do Estado, através da Companhia de Abastecimento e Esgoto de Sergipe – DESO para que providências sejam tomadas.
Coleta
Todo o procedimento foi realizado a partir das orientações do ITPS que forneceu vasilhames esterilizados e repassou as instruções necessárias para a coleta do material. A iniciativa do sindicato a fazer os testes na água foi a partir de denúncias dos educadores sobre as péssimas condições de captação de água. Todo o líquido utilizado para consumo e preparação de alimentos vem de poços e cacimbas que a primeira vista já não demonstram condições de higiene e esse fato foi comprovado pelos exames realizados a pedido do SINTESE.
O sindicato também enviou ofício para o Ministério Público solicitando que o órgão procure tomar providências para a reversão deste problema. “É inadmissível que a comunidade escolar fique exposta a doenças dessa forma. É preciso que a administração municipal tome medidas urgentes para mudar essa situação”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.
Outra denúncia
Essa não é a primeira denúncia que o sindicato faz com relação a política educacional em Malhador, recentemente foi denunciado que o Executivo Municipal teria pago a empresa Aliança Transporte de Passageiros Ltda o valor de R$ 487 mil pelo contrato do transporte escolar, mas pais, em abaixo-assinado, declararam que, desde 2006, os alunos estão sem o transporte.











