A greve se inicia dia 22 porque de acordo com regulamentação do Supremo Tribunal Federal o ente federativo deve ser comunicado pelo sindicato proponente da greve com 72 horas de antecedência. Os educadores da rede estadual decidiram por unanimidade na assembléia que a partir da terça-feira, dia 22, entram em greve por tempo indeterminado. A greve se inicia dia 22 porque de acordo com regulamentação do Supremo Tribunal Federal o ente federativo deve ser comunicado pelo sindicato proponente da greve com 72 horas de antecedência. Ainda na terça os professores realizam assembléia, às 15h no Instituto Histórico e Geográfico, para avaliar as audiências com a SEED e decidir se continuam a greve.
Logo após a decretação da greve a SEED marcou uma audiência. Na reunião foram encaminhados os seguintes pontos: PROID, gratificação por interiorização e gestão democrática. Sobre a gestão democrática, a secretaria vai entregar ao sindicato, na terça 22, a análise sobre a proposta de gestão entregue pelo SINTESE e na quarta-feira, 23 acontece uma reunião para avaliação. Com relação ao PROID e a gratificação por interiorização o secretário garantiu que enviará os dois projetos ao governador também na terça-feira.
Mas em relação ao reajuste nada foi definido, tanto que uma nova reunião se realiza na quinta, 17. Na reunião anterior o sindicato colocou que há várias distorções na folha de pagamento da Educação. Pois de acordo com informações contida nos demonstrativos gerenciais enviados ao Conselho do Fundeb em 2007 a folha de pagamento do Fundeb para os professores que estão dentro da sala aula girou em torno de R$193 milhões e dos que estão fora da sala por volta de R$200 milhões. Para o sindicato isso demonstra que os educadores que a atual política da SEED valoriza aqueles que deixam a sala de aula e que esta lógica deve ser alterada. “Há várias distorções na folha de pagamento e temos certeza de que se forem corrigidas o reajuste linear para os educadores pode ficar acima dos 32,43%”, disse o presidente do SINTESE Joel Almeida.
O sindicato voltou a solicitar cópias da folha de pagamento para que ela possa ser analisada e as irregularidades sejam encontradas, mas o secretário José Fernandes Lima foi categórico ao negar o pedido, ele se apóia no argumento de que é preciso respeitar o sigilo, mas a Resolução nº 243 do Tribunal de Contas do Estado e a lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb, garantem que o Estado tem obrigação de repassar aos conselheiros que acompanham o fundo as informações sobre salários dos educadores.
Somente após pressão do sindicato nos meios de comunicação e também na reunião geral da Mesa Permanente de Negociação é que a SEED instalou formalmente a mesa setorial.”A SEED veiculou na imprensa que recebeu o sindicato 14 vezes em 1 ano e quatro meses de gestão, mas porque somente após decretarmos uma greve é que os pontos da campanha salarial de 2007”, afirmou o vice-presidente Carlos Sérgio Lobão.
A greve é a continuidade da paralisação que foi iniciada na sexta, dia 11, e prosseguiu pelos dias 14 e 15. O estopim que levou a categoria a construção do movimento grevista foi a audiência com o secretário de Educação, José Fernandes Lima. Nenhum dos pontos apresentado na pauta de negociação tinha uma resposta ou encaminhamento concreto. O que ficou claro foi a total bagunça administrativa, a falta de uma política educacional que tenha como objetivo uma educação de qualidade social para todos. e também a falta de comando do secretário José Fernandes na pasta. “Ficou claro para nós que as pessoas que dão as cartas na SEED são a secretária adjunta, Hortência Barreto, a diretora de Educação, Izabel Ladeira e o assessor Juquinha, o secretário não tem autonomia e segurança para responder a nenhum dos nossos questionamentos”, disse o professor Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do sindicato.











