O governo Marcelo Déda não vai calar a voz dos educadores

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A falta de autonomia do secretário de Educação para discutir a pauta de reivindicação. Qualquer ponto que depende de recursos o secretário alegava que precisava do aval do secretário da Fazenda, Nilson Lima. Mas isso espanta o sindicato, pois a SEED tem recursos próprios (Fundeb, MDE, entre outros). Na última assembléia o SINTESE apresentou para categoria como foi a audiência do sindicato com a Secretaria de Estado da Educação – SEED. A falta de autonomia do secretário de Educação para discutir a pauta de reivindicação. Qualquer ponto que depende de recursos o secretário alegava que precisava do aval do secretário da Fazenda, Nilson Lima. Mas isso espanta o sindicato, pois a SEED tem recursos próprios (Fundeb, MDE, entre outros).

Para o sindicato ficou claro que não houve mudança na política educacional e que a forma autoritária de gestão continua exemplos disso são: padronização das avaliações, redução da carga horária de História e Geografia, manutenção dos pacotes educacionais, novos diários de classe, entre outros.

Prometeu e não cumpriu

O governo Marcelo Déda, através da SEED, também não cumpriu o que prometeu em 2007. Até agora nada de regulamentação da Gestão Democrática, nem da gratificação por Interiorização e do PROID. Na audiência o secretário não soube dizer quando estes pontos que foram acordados em maio do ano passado serão cumpridos.

Avaliação ensino-aprendizagem

Exemplo disso é o projeto de “Avaliação de Ensino-Aprendizagem” que chegou nas escolas de forma corrida, para ser implantado a partir do mês de abril. A SEED, mais uma vez, não está considerando a autonomia das escolas e a realidade dos alunos. Isso sem contar a grande contradição, pois a padronização vai de encontro ao projeto de gestão democrática que está sendo discutido na rede estadual.

Além disso, o sindicato entende também que essa padronização é o início do processo de avaliação de desempenho, pois uma equipe da SEED vai monitorar os professores para conferir se estão seguindo a risca do estabelecido pela secretaria. O SINTESE é totalmente contra a este processo e convoca os filiados a rejeitarem essa forma de impor a avaliação. Isso não significa que o sindicato não concorde que o sistema de ensino e aprendizagem seja avaliado e sofra modificações, mas isso deve ser feito num amplo debate onde toda a comunidade escolar participe e não imposto pela Secretaria de Educação.

Diários de classe

A mais nova faceta autoritária da SEED está posta com os “novos” diários de classe. Logo de cara é assustador, o diário é um grande livro com mais de 300 páginas. A novidade é que será único, ou seja, todos os professores vão colocar as notas no mesmo diário.

Há um espaço onde o Comitê Pedagógico da escola e os diretores poderão fazer comentários sobre o professor, ou seja, eles serão monitorados, o pode gerar um inquérito administrativo e futuras perseguições. Para completar ainda há uma ficha de turma, onde o professor também será avaliado pelas respostas que der sobre sua turma.