Pacatuba: prefeita Manuela Martins continua se negando a receber o SINTESE

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Na última quarta, dia 08, as professoras e professores de Pacatuba paralisaram as atividades porque a prefeita não recebe o sindicato há quase um ano para tratar dos problemas da Educação.

Para completar, sem qualquer diálogo, sequer um ofício, a prefeita Manuela Martins enviou na segunda, dia 06, projeto de lei que parcela a atualização do piso de 2023 em três vezes (5% em março, 5% em julho e 4,95% em novembro).

Em conversa inicial com os vereadores, realizada na terça, dia 07, já se sabe que o projeto não trata da dívida de 2022, não traz as tabelas salariais e não menciona os retroativos.

Desde novembro do ano passado que a comissão de negociação e dirigentes da subsede do SINTESE na região do Baixo São Francisco II tentam uma audiência com a prefeita. Ofícios foram enviados, mas nada formalmente foi marcado. Na única vez em que foi encontrada na prefeitura pelas professoras e professores, a prefeita alegou agenda cheia e não recebeu o sindicato.

“A prefeita Manuela Martins precisa parar com essa postura desrespeitosa com o magistério e compreender que não receber o sindicato da categoria demonstra falta de maturidade para o diálogo e também para resolver os problemas, pois não é possível encontrar alternativas para melhorar a educação pacatubense sem discutir com quem está no chão da escola”, disse a professora Vera Lúcia Silva, diretora do Departamento de Bases Municipais do SINTESE.

Além da atualização referente ao ano de 2023, há também a integralização do percentual de 2022, pois o magistério da rede municipal de Pacatuba só recebeu 15%, ao invés dos 33,24% previstos. Na época a prefeita se comprometeu em integralizar o percentual até o final do ano, o que não aconteceu. Por isso, o envio do projeto à Câmara causou surpresa e indignação no magistério.

O sindicato também busca dialogar com a administração municipal sobre uma política de reforma e manutenção das 20 escolas municipais e que garanta uma alimentação escolar com qualidade e em quantidade que atenda a totalidade dos estudantes.

Em assembleia realizada também na última quarta, dia 08, as professoras e professores decidiram ir à Câmara de Vereadores na próxima terça, dia 14, para acompanhar as análises e dialogar com os integrantes do parlamento municipal. Considerando o atual cenário, também foi decidido estado de assembleia permanente.