Diante da decisão das professoras e professores da Rede Estadual, que recusaram propostas do Governo do Estado com relação ao triênio e ao auxílio tecnológico, o SINTESE encaminhou nesta sexta-feira, dia 25, ofício ao governador Fábio Mitidieri, no qual solicita manutenção e a continuidade do processo de negociação coletiva entre o Sindicato e o Governo de Sergipe, para a construção de nova e melhores propostas sobre os temas, visando a real valorização do magistério público estadual.
A decisão de rejeição a estas propostas foi tomada pela categoria em assembleia ocorrida na última quinta-feira, 24.
Triênio
A proposta do Governo prevê o pagamento de 5%, sobre os valores atuais do triênio, apenas em 2026, 2027 e 2028, sem vinculação ao vencimento.
É importante enfatizar, que na forma que está colocada, a proposta do Governo do Estado assegura um valor nominal em torno de R$ 7,00, a cada triênio.
O SINTESE defende a vinculação do triênio ao vencimento das professoras e professores. O adicional do está congelado desde 2021, o que ajuda a contribuir expressivamente para a atual perda salarial de 54%, entre professoras e professores da Rede Estadual, tanto da ativa como para aposentados.
O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva explica que a as professoras e professores rejeitaram a proposta justamente por compreenderem que não haverá impacto significante nos valores de suas remunerações.
“A proposta atual, apresentada ao SINTESE, infelizmente, não corrige a grave e profunda injustiça histórica que foi a desvinculação do adicional do triênio do vencimento. As professoras e professores, em atividades e aposentados, solicitam uma outra proposta do Governo de Sergipe, que possa reestabelecer o adicional de triênio vinculado ao vencimento, mesmo que seja de forma gradativa”, argumenta o professor Roberto.
Auxílio tecnológico
Com relação ao auxílio tecnológico a proposta apresentada foi que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), faria a entrega de tablets as professoras e professor, o mesmo modelo dos que foram entregues aos estudantes das escolas estaduais.
As professoras e professores fizeram diversas críticas sobre a baixa qualidade dos tablets que foram entregues aos estudantes.
“A memória e o funcionamento dos tablets são muito ruins. E isso está gerando uma reação negativa já dos próprios estudantes em relação à qualidade do equipamento. Bom, se o Governo vai entregar o mesmo equipamento para os professores, isso significa dizer que não vai funcionar”, coloca o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.
A entrega de tablets, além de desconsiderar a autonomia docente, oferece um equipamento tecnicamente limitado para as demandas profissionais.
A categoria defende que o auxílio tecnológico deve ser assegurado em dinheiro, no valor de R$ 8 mil, os quais as professoras e professores farão prestação de contas junto s Seed.
Negociação precisa ser reaberta
Diante deste cenário, a deliberação das professoras e professores em assembleia foi para que o SINTESE, agora, busque formas de continuar o diálogo com o Governo do Estado, no sentido de melhorar o que foi apresentado pelo governador.
“A negociação precisa ser reaberta para discutir estes dois pontos, triênio e auxílio tecnológico, já que eles são os pontos centrais da discordância do magistério com relação as propostas apresentadas pelo governador, na audiência da última quarta-feira. As propostas precisam ser melhoradas para que o magistério se sinta, de fato, valorizado”, afirma o presidente do SINTESE.












