Professoras e professores da rede municipal de ensino de Arauá estão numa luta árdua por valorização, como se não bastasse a desvalorização da profissão, a categoria agora tem que lidar também com a intransigência da atual gestão do prefeito Fábio Andrade Costa, conhecido como Dr. Fábio.
Os professores da rede municipal enfrentam perdas salariais em torno de 20% e vem buscando a atualização do piso salarial para reverter esse quadro e fazer com que o município cumpra a Lei Federal 11.738/2008, que a lei que determina um piso salarial nacional para o magistério que, desde o dia 1º de janeiro deste ano, é de R$ 4.867,77, com percentual de atualização de 6,27%, que deve ser aplicado ao piso e à carreira das redes que estiverem em dia, valores estes calculados e definidos pelo Ministério da Educação (MEC).
“Se a rede de ensino está com o piso desatualizado, deve aplicar um percentual de reajuste para que o piso alcance o valor de R$ 4.867,77 e este percentual deve ser aplicado à carreira, para que se alcance o equilíbrio da remuneração”, explicou a professora Ivonia Ferreira, vice-diretora geral do SINTESE Subsede Regional Centro-sul.
Em abril, o prefeito Dr. Fábio apresentou uma proposta à categoria de aplicar apenas o percentual de 6,27%. “Muito gestores usam deste artifício, de aplicar o percentual definido pelo MEC, para manipular as informações e enganar a população dizendo que está com o piso do professor em dia”, denunciou Ivonia. “Em Arauá, as perdas se acumulam em 20%. Dizer que vai dar um reajuste de 6,27% é desrespeitar a categoria e a sociedade”, criticou.
Em assembleia geral local, os professores rejeitaram a proposta e buscaram uma nova audiência de negociação, que aconteceu dia 14 de maio. “Quando chegamos na audiência, o prefeito disse que o projeto de reajuste com o percentual de 6,27% já estava na Câmara de Vereadores e que não iria retirá-lo e que, no dia 12 de agosto, volta a se reunir conosco para discutir um reajuste. É de um desrespeito sem medida o que esse prefeito fez com a categoria”, disse a vice-diretora.
Reunidos em assembleia no último dia 19 de maio, professoras e professores suspenderam a paralisação que estava prevista para esta sexta, dia 23 de maio, e já deliberaram paralisação para agosto. “Não fugiremos da luta e seguiremos firmes na defesa de nossos direitos”, afirmou Ivonia.












