Seis homens armados invadem colégio, em Aracaju, e causam pânico entre professores e estudantes

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Imagem: A8 Sergipe

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Dia 19 de novembro de 2018: O que era para ser mais uma tarde letiva normal no Colégio Estadual Governador Augusto Franco, localizado no bairro Santos Dumont, em Aracaju, tornou-se um momento de pânico e terror. Seis homens armados invadiram a unidade de ensino e roubaram celulares e pertences de professores, estudantes e funcionários.

Após efetuarem o roubo, os ladrões fugiram pelos fundos do Colégio. Ninguém foi ferido, mas situação gerou grande tumulto e correria.

Nos últimos anos, a falta de segurança tem sido um grave problema que assola escolas da rede estadual. O SINTESE compreende que tal fenômeno é causado por conflitos sociais, tanto externos quanto internos às unidades de ensino. No entanto, esta entidade compreende também a parcela de responsabilidade do poder público nesta questão, uma vez que não há, por parte da Secretaria de Estado da Educação (SEED), ações e políticas adequadas para garantir a segurança mínima no entorno das escolas.

A presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz, e a diretora do departamento de assuntos de base estadual, professora Leila Morais, estiveram no Colégio Estadual Governador Augusto Franco, na tarde desta terça-feira, 20, e prestaram solidariedade a comunidade escolar. As aulas do Colégio Estadual Governador Augusto Franco foram suspensas e serão retomadas na próxima quinta-feira, 22. As dirigentes do SINTESE voltarão à unidade de ensino assim que as aulas retornarem.

Para a professora Ivonete Cruz, o Governo do Estado, por meio da SEED, necessita, em conjunto com as demais secretarias e entidades, pensar e apresentar propostas concretas e articuladas para assegurar políticas efetivas de combate à violência nas escolas, que não se fechem apenas em medidas individualizadas, focadas na repressão.

“O Governo do Estado, infelizmente, tem insistido em tratar a questão com ações de caráter provisório, que só aparecem a cada nova tragédia. Não podemos pensar em combater a violência nas escolas com medidas individuais, que tenham com foco a repressão. Neste sentido, urge a necessidade da Secretaria de Estado da Educação agir transversalmente com a participação das diversas outras secretarias e entidades, além de debater a questão, de forma pedagógica, com as comunidades escolares. O Governo do Estado precisa sair da superficialidade e pensar de maneira profunda políticas públicas de segurança no ambiente escolar e em seu entorno”, avalia a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

O SINTESE enviou ofícios ao governador, Belivaldo Chagas, e ao secretário de estado da Educação, Josué Modesto, cobrando que atitudes imediatas sejam tomadas para a prevenção e redução da violência nas escolas estaduais. Será que o Governo do Estado mais uma vez ficará de braços cruzados esperando o pior acontecer? O SINTESE espera que não