A Avaliação Periódica de Desempenho, criada pelo governo João Alves é COMPORTAMENTAL. Nesse tipo de avaliação somente o comportamento dos servidores públicos é avaliado.
A Avaliação Periódica de Desempenho, criada pelo governo João Alves é COMPORTAMENTAL. Nesse tipo de avaliação somente o comportamento dos servidores públicos é avaliado. Esse modelo ultrapassado não avalia o funcionamento e a estrutura do sistema educacional.
Essa Avaliação do Governo Estadual utiliza a velha psicologia dos amestradores: ESTÍMULO E COMPENSAÇÃO. A subjetividade das questões anestesia o impacto da avaliação, e as “respostas” possíveis permitem aos “avaliadores da Secretaria de Educação” escolherem sem critérios científicos o que venha a ser o correto. A lógica das loterias estimula os professores à aderirem a avaliação de desempenho em troca de serem agraciados, se “aprovados”, com uma gratificação.
AS GRAVES CONSEQUÊNCIAS DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
O fracasso da educação deixa de ser responsabilidade do governo estadual e passa a ser dos professores;
O professor que trabalha com cuspe e giz, sem condições de trabalho, passa a ser apontado como vilão, o culpado pelos problemas das escolas, pela baixa qualidade de ensino, pela evasão e ou reprovação dos alunos;
O falso estímulo provocado pela perspectiva do professor receber a gratificação, alimenta o individualismo e a competição dentro das escolas;
É impossível prever qual será o uso que a Secretaria de Estado da Educação fará do resultado da avaliação de desempenho, pois até agora não foram publicados, de forma sistematizada os resultados da primeira avaliação. O que acontecerá com o professor que sucessivamente não for “aprovado” na avaliação?
A CAIXINHA DE MALDADES DO GOVERNO JOÃO ALVES
Os professores acumulam perdas de mais de um terço em seus salários. A avaliação de desempenho foi a “fórmula” encontrada na caixinha de maldades para encobrir a perversa política de empobrecimento dos professores;
As Escolas Estaduais estão abandonadas, inclusive com casos de desabamento de telhados, falta de material didático, violência nas escolas, grande redução do número de alunos matriculados… A avaliação periódica de desempenho dos professores foi o “jeitinho” encontrado pelo Governo João Alves para abafar os graves problemas da educação pública sergipana.
PROFESSORES REPROVAM ESSE MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
O SINTESE sempre lutou em defesa do ensino público de qualidade. Por isso não é contra avaliação. Porém uma VERDADEIRA AVALIAÇÃO terá que avaliar os gestores da educação pública, a estrutura do sistema educacional, a rede física das escolas, as condições de trabalho dos docentes e também os professores.
Neste mês de dezembro, a SEED está gastando rios de dinheiro para realizar a segunda Avaliação Periódica de Desempenho. Qualquer cidadão de bom senso sabe que essa nova rodada de avaliação não contribuirá em nada para qualificar o ensino público. O máximo que vai conseguir é aprofundar o conflito entre professores, alunos e diretores.
Por tudo isso, o magistério estadual reprova o Governo João Alves e a sua avaliação de desempenho.
Diretoria Executiva do SINTESE










