Água em escolas de Pacatuba é imprópria para consumo humano

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Dezenove amostras foram coletadas e submetidas a exames bacteriológicos o resultado foi que estão impróprias para consumo A água disponível para alunos, professores e servidores para beber e preparar alimentos é imprópria para consumo humano. Esta é a conclusão é do relatório feito pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisas do Estado de Sergipe – ITPS. Dezenove amostras foram coletadas e submetidas a exames bacteriológicos o resultado foi que: 13 amostras apresentaram coliformes totais e termotolerantes; 04 amostras apresentaram coliformes totais; e 02 amostras, apenas, acusaram ausência do grupo coliforme. Todo o procedimento foi realizado a partir das orientações do ITPS que forneceu vasilhames esterilizados e repassou as instruções necessárias para a coleta do material. A iniciativa do sindicato a fazer os testes na água foi a partir de denúncias dos educadores sobre as péssimas condições de captação de água. Todo o líquido utilizado para consumo e preparação de alimentos vem de poços e cacimbas que a primeira vista já não demonstram condições de higiene e esse fato foi comprovado pelos exames realizados a pedido do SINTESE. O sindicato enviou ofício para o Ministério Público solicitando que o órgão procure tomar providências para a reversão deste problema. “É inadmissível que a comunidade escolar fique exposta a doenças dessa forma. É preciso que a administração municipal tome medidas urgentes para mudar essa situação”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida. Greve Os professores da rede municipal entram em greve por tempo indeterminado porque o prefeito não cumpriu a parte dele no acordo. Os educadores se comprometeram a encerrar a greve no dia 09 de junho e em contrapartida o prefeito ia abrir o diálogo para negociar a pauta de reivindicação, mas isso não aconteceu. Para piorar a situação o prefeito Luiz Carlos Santos cortou 100% do salário de 56 professores efetivos. Para o sindicato isso se caracteriza como perseguição. “Os educadores que participaram ativamente da greve foram punidos pelo prefeito, isso é totalmente avesso a democracia que vivemos”, disse Francisco José dos Santos, da diretoria executiva do SINTESE. Logo após o corte dos salários o sindicato distribuiu cestas básicas aos professores que ficaram sem remuneração. Nesta segunda, dia 21, os educadores realizam nova assembléia. Irregularidades
As irregularidades vão desde a falta de observância quanto aos gastos de verbas destinadas à educação até a falta de prestação de contas ao controle social previsto em lei, no caso específico o Conselho de Acompanhamento Social do FUNDEB, pois o poder público municipal nem mesmo criou o referido conselho, que teve prazo estipulado na lei do FUNDEB para o ano de 2007, o que nos leva a questionar como está sendo usada a verba da educação pública municipal. Em análise da folha de pagamento da educação, referente ao mês de abril/2008, única documentação disponibilizada pelo poder público municipal em 2 (dois) anos de FUNDEB, ocorrida no último dia 20 de junho de 2008, foi detectado o descumprimento da legislação educacional, pois que são feito pagamentos indevidos com recursos destinados à educação. Também foi detectado que diversos profissionais contratados e/ou em cargos de comissão estão exercendo a função de direção e coordenação escolar, o que é proibido por lei, pois que somente os profissionais efetivos devem desempenhar tais funções. Apesar de assumir tal irregularidade em audiência, o poder público municipal negou-se a passar os dados à comissão de negociação do SINTESE, alegando que somente o prefeito municipal tem poder para corrigir ou não as irregularidades cometidas no município.