Sem salários de novembro, professoras e professores de Canindé seguem em greve e fazem vigília nesta quarta

Prefeito de Canindé, Weldo Mariano, mais uma vez, não cumpre com a sua palavra e professores continuam em paralisação por tempo indeterminado. A paralisação começou no dia 5 de dezembro.

Embora em audiência ocorrida na último quinta-feira, dia 5, o prefeito tenha se comprometido com o SINTESE e com a procurador do Ministério Público da comarca de Canindé, que pagaria as professoras e professores o salário de novembro na segunda-feira, dia 9, não foi o que ocorreu.

Nesta mesma audiência do dia 5, o prefeito Weldo Mariano, se comprometeu também a realizar uma nova audiência na quarta-feira, dia 11, onde irá informar aos representantes do magistério as datas de pagamento do 13º salário e dos salários do mês de dezembro.

Com isso, o SINTESE convoca professoras e professores a estarem presentes em vigília, em frente à secretaria de Administração e fianças de Canindé, às 9h, nesta quarta-feira, 11, para acompanhar de perto a audiência. Após a audiência com o prefeito será realizada uma nova assembleia da categoria, para que, a partir dos resultados da audiência, as professoras e professore possam deliberar os próximos passo da luta.

“Já são onze dias de atraso. Não é admissível que trabalhadoras e trabalhadores que cumpriram com suas obrigações, que realizaram suas atividades sejam submetidos a humilhação de ficar sem salários. Outra preocupação que temos é com relação aos salários de dezembro e décimo terceiro, precisamos de garantia que serão pagos agora em dezembro, não é possível que o prefeito queira terminar sua gestão com a macha de deixar professoras e professoras de panela vazia no Natal. Esperamos que desta vez o prefeito dê sua palavra e honre com o que disser”, cobra o diretor geral do SINTESE no alto sertão, professor Cloverton Santos.

Salário de dezembro e 13º salário precisam ser pagos em 2024

O que torna a preocupação ainda mais severa e urgente é que caso salário de dezembro e do 13º salário até o fim de 2024, professoras e professores de Canindé de São Francisco poderão ter dificuldades para conseguir receber estes valores.

Isso porque a Lei do FUNDEB, em seu artigo 25 e a Portaria 351 do Tribunal de Contas de Sergipe, em seu artigo 12, dizem o seguinte: a despesa de um ano não ser paga com receita de outro ano.

“Trocando em miúdos, isso significa dizer que as despesas de 2024, não podem ser pagas com as receitas de 2025. Por isso, precisamos de garantias e, sem dúvidas, seguiremos em luta em busca do respeito aos direitos do magistério municipal de Canindé”, afirma o professor Cloverton Santos.

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