Após pressão da feita por professoras e professores, a gestão municipal de Nossa Senhora de Lourdes, que tem à frente o prefeito Saulo Loureiro (conhecido com Dr. Saulo galeguinho), decidiu abrir diálogo com a categoria para tratar sobre o auxílio transporte para professoras e professores que ministram aulas no povoado Escurial. O SINTESE e uma comissão do magistério local foram recebidos em audiência por representantes da prefeitura nesta sexta-feira, dia 30.
As professoras e professores foram surpreendidos com um Projeto de Lei, enviado à Câmara de Vereadores pela gestão do município, que alterava a forma do pagamento do auxílio transporte. A alteração, que seria feita no artigo do Estatuto do Magistério de Lourdes, que garante o auxílio transporte, não previa a forma como o auxílio iria ser pago, não previa os percentuais do pagamento e nem como seria feito o reajuste do auxílio. Além disso, o auxílio seria pago via Decreto emitido pelo próprio prefeito.
Diante da possibilidade de perda de direitos, professoras e professores se organizaram, dialogaram com vereadores, na semana passada, e nesta sexta-feira foram recebidos por membros da gestão municipal para tratar sobre o assunto. Ficou acordado que a prefeitura irá, em um prazo de 15 dias, apresentar aos representantes do SINTESE, uma proposta que pode ser tanto do pagamento do auxílio ser feito por meio de diária ou em porcentagem com base no valor do vencimento.
A gestão se comprometeu ainda a retirar da Casa Legislativa o Projeto de Lei que trata da questão, enviado sem qualquer diálogo com professoras e professores.
“Acreditamos na via do diálogo. Que bom que a gestão municipal voltou atrás e percebeu que uma mudança deste nível não pode ser feita de forma verticalizada, ela precisa ser dialogada com quem sentiria a mudança diretamente no bolso: a professora e o professor. Agora, esperamos que os compromissos firmados aqui sejam cumpridos e que conjuntamente possamos achar a melhor forma para assegurar o auxílio transporte, sem trazer ônus para a nossa categoria”, enfatiza o diretor do SINTESE na região do Alto Sertão, professor Cloverton Santos.











