Prefeito de Socorro demite professores temporários com contratos em andamento; SINTESE repudia atitude e acionará Ministério Público

531

Professoras e professores contratados da rede municipal de ensino de Nossa Senhora do Socorro têm sido notificados da rescisão antecipada de seus contratos. Entretanto, os contratos estão dentro de prazo de validade e a gestão pode renovar por mais um ano.

Vale lembrar que o município de Nossa Senhora do Socorro assinou acordo judicial para realizar concurso público até maio de 2026. O concurso no município é uma vitória do SINTESE, que realizou uma série de denúncias sobre contratações temporárias na rede de ensino. Neste sentido, a gestão poderia manter estes educadores lecionando até a convocação dos concursados.

“Uma das grandes preocupações com relação a esta ação do prefeito de Nossa Senhora do Socorro é que as aulas começam no dia 9 de fevereiro. As perguntas que fazemos é: as aulas vão começar sem professor? Como vão ficar o conteúdo e o aprendizado dos estudantes?”, questionou a professora Adenilde Dantas, diretora financeira do SINTESE e professora da rede de ensino de Socorro.

“Estes contratos começaram em 2025, valem por um ano e podem ser prorrogados por mais um ano. São professoras e professores que não tiveram problemas na comunidade escolar, têm um bom trabalho e estão tendo seus contratos rescindidos por quê?”, levantou mais um ponto a professora.

“O prefeito Samuel Carvalho tem falado de concurso, mas nem a comissão para avaliação e acompanhamento foi criada. Não há comissão, não há edital, não há nada sobre concurso em Socorro”, informou a diretora.

“Além disso, há um outro ponto que nos gera mais preocupação. Por que o prefeito está rescindindo o contrato de 38 professores, já que o número de educadores contratados é bem maior? Infelizmente, isso gera insegurança e dúvidas que nos levam a pensar em indícios de perseguição política”, pontuou o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.

“Nós vamos acionar o Ministério Público do Trabalho para verificar esta ação, saber por que contratos vigentes estão sendo encerrados às vésperas do início do ano letivo, sem programação de preenchimento dessas vagas, sem concurso público previsto e por que somente alguns professores. Não vamos admitir a mínima possibilidade de perseguição a professores, nem prejuízo aos estudantes”, afirmou o presidente do SINTESE.