Piso salarial: redes municipais paralisaram atividades e uma das pautas é a atualização do piso

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Tobias Barreto

O último dia 19 de março foi marcado por uma série de paralisações em algumas das 75 redes municipais de ensino no Estado de Sergipe. Sete municípios pararam suas atividades para um dia de luta.

Apesar de serem redes diferentes, a pauta de luta é comum. “Todas enfrentam problemas estruturais nas unidades de ensino, algumas com crianças e trabalhadores com a segurança em risco”, disse a professora Emanuela Pereira, diretora de Bases Municipais do SINTESE.

“São buracos e matagal em áreas abertas e de recreação, falta d’água, alimentação escolar inadequada, banheiros em péssimo estado, apenas dois banheiros para uma escola inteira, transporte escolar sucateado, são alguns dos problemas que afetam as redes municipais de ensino”, comentou a professora.

“Além disso, professoras e professores destas redes de ensino estão com o piso salarial desatualizado e os gestores municipais ainda não deram sinal de negociação”, disse a diretora. O piso salarial nacional do magistério foi definido pela Lei Federal 11.738/2008 e é atualizado anualmente através de portaria do Ministério da Educação (MEC). Para 2026, o valor mínimo de remuneração do professor, de nível médio, é de R$ 5.130,63, conforme definido pela Portaria 82/2026, do MEC. A portaria define o percentual de atualização de 5,40%, que deve ser aplicado a toda a carreira do magistério da rede de ensino.

Confira os municípios que paralisaram as atividades no dia 19 de março:

Barra dos Coqueiros: professores fizeram um ato na Câmara de Vereadores

Pacatuba: professores se reuniram em frente à prefeitura da cidade e cobraram audiência com a gestão municipal, que ficou marcada para amanhã, dia 25 de março

Poço Verde: professores fizeram ato com caminhada pelas ruas da cidade para conversar com a população

Santa Luzia do Itanhy: professores se reuniram em assembleia e discutiram plano de luta

Santana do São Francisco: professores se reuniram em frente à prefeitura da cidade e cobraram audiência com a gestão municipal, que ficou marcada para amanhã, dia 25 de março

Tobias Barreto: professores fizeram ato com caminhada pelas ruas da cidade para conversar com a população e ida à Câmara de Vereadores

Tomar do Geru: professores se reuniram em assembleia e discutiram plano de luta