Em assembleia a categoria decidiu cancelar a paralisação, que seria nesta sexta-feira, dia 29, e remarcar uma nova paralisação para a próxima terça-feira, dia 2 de junho. O objetivo das professoras e professores de Cumbe, com este adiamento da atividade, foi estender o prazo para que a gestão municipal, que tem à frente o prefeito Eri Barroso, possa apresentar proposta de atualização do piso salarial. A assembleia aconteceu na última quarta-feira, 27.
Vale lembrar que o judiciário determinou, no final de abril, a pedido do Ministério Público de Sergipe (MPSE), que o município de Cumbe efetue o pagamento do piso salarial nacional do magistério, definido em R$ 5.130,63, em janeiro de 2026.
O judiciário também proibiu o município de realizar qualquer evento festivo com o dinheiro público, com multa de cinquenta mil reais por evento realizado, além de multa diária a ser aplicada sobre o patrimônio pessoal do prefeito e possibilidade de bloqueio de verbas do Fundeb.
Mesmo diante deste cenário a gestão municipal de Cumbe já havia acionado o Tribunal de Justiça de Sergipe pedindo a ilegalidade da paralisação, que iria acontecer nesta sexta-feira.
“Embora as professoras e professores de Cumbe estejam indignados e, por isso, decidiram paralisar suas atividades, há também por parte da categoria esperança na luta e boa vontade de diálogo e negociação. Vale aqui, mais uma vez, dizer que o judiciário já decidiu a favor do magistério de Cumbe e cabe ao prefeito cumprir e atualizar o piso, respeitando a carreira. Só falta mesmo a vontade política do gestor municipal”, aponta o diretor geral do SINTESE, na região do Alto Sertão, Cloverton Santos
Antes de dia 2 de junho, as professoras e professores vão, mais uma vez, se reunir em assembleia para avaliar o cenário e encaminhar as ações de luta.











