SINTESE e comissão de representantes de povoados de N. Sra. do Socorro terão audiência hoje com o TCE, para tratar sobre negação do transporte escolar

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Diante da situação insustentável e não resolvida pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc), com relação ao transporte escolar para estudantes da Rede Estadual, residentes em povoados de Nossa Senhora do Socorro, o SINTESE, terá audiência nesta terça-feira, dia 5, às 11h, no Tribunal de Contas de Sergipe (TCE/SE), com o procurador do Ministério Público do TCE, Eduardo Côrtes.

Estarão também presentes na audiência a comissão de mães, pais, demais responsáveis e estudantes da Rede Estadual dos povoados Bita, Lavanderia, Oiteiros e Quissamã.

Na semana passada, no dia 29 de fevereiro, a Comissão esteve no SINTESE e se reuniu com o presidente da entidade, professor Roberto Silva, e com a diretora do Departamento de Base Estadual, professora Ivonete Cruz, para denunciar que, diferente do que vem sendo dito pela Seduc, na imprensa e em seus meios de comunicação, o problema de transporte para os estudantes dos povoados ainda não foi resolvido e as comunidades seguem insatisfeitas com os encaminhamentos dados pela Secretaria de Estado da Educação.

“Além da comissão que nos procurou dos povoados Bita, Lavanderia, Oiteiros e Quissamã, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, dia 5, mães, pais e estudantes de outros povoados de Socorro, Pai André e Santo Inácio, fecharam a BR-101, em protesto, pelo mesmo motivo: falta do transporte escolar. Diferente do que a Seduc diz, este novo protesto mostra que a situação está longe de algo “resolvido”. O que está acontecendo é grave e traz prejuízos de diversas ordens para estas famílias. Além disso, se essa situação se mantiver, outro problema grave será, sem dúvida, gerado: evasão escolar. Precisamos que os órgãos competentes tomem providência. O que a Seduc está fazendo é negar a estes estudantes o direito de acesso e permanência nas escolas da Rede Estadual e isso é grave. Esperamos que a situação seja resolvida o quanto antes”, coloca o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.