Estudantes, funcionários e professores do C.E Santos Dumont são submetidos a condições insalubres

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Dois banheiros químicos para estudantes, professores e funcionários, aulas em quadra de esporte, trabalhar em meio a uma obra. Essa é a realidade dos estudantes, professores e funcionários do Centro de Excelência Santos Dumont, localizado no bairro Aeroporto em Aracaju.

O prédio está em obras desde setembro de 2021 e tem previsão de término para setembro deste ano. E ao invés da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc buscar um outro imóvel para que a escola funcionasse com o mínimo de dignidade, acaba fazendo com que estudantes, professores e funcionários, sejam submetidos a condições insalubres de aprendizado e de trabalho.

De acordo com o site da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura a escola tem 556 estudantes matriculados, sendo 172 nos anos finais do Ensino Fundamental em período parcial e 384 do Ensino Médio em Tempo Integral.

Obviamente não há como todas as turmas terem aulas ao mesmo tempo e foi adotado um rodízio com aulas remotas. Independente da modalidade de ensino, a aprendizagem está prejudicada, pois é sabido que nem todos os estudantes têm as condições de acompanhar as aulas online.

Para a equipe diretiva os problemas também são grandes, em uma sala dentro da escola funcionam: secretaria, direção, coordenação, almoxarifado. E tudo isso enquanto a obra acontece com seus barulhos característicos.

Como não há cozinha para o preparo dos alimentos, a alimentação dos estudantes tem sido resumida a frutas e lanches prontos que não demandem uso de utensílios pois não há local para lavá-los.

Toda essa situação foi constada em visita a feita pelo presidente do SINTESE, professor Roberto Silva dos Santos. “É inaceitável o que estudantes, professores e funcionários do Santos Dumont estão passando. Vamos cobrar uma posição do secretário de Educação, Josué Passos e também acionar o Tribunal de Contas, o Ministério Público para que essa situação seja resolvida”, disse Roberto.

Após ver o cenário e conversar com professores, estudantes e funcionários é possível constar que, atualmente, a Excelência do colégio está apenas no nome.