Querem transformar o Estado em um instrumento do bem-estar empresarial

Os impactos das reformas já aprovadas e os projetos em curso para retirar direitos da classe trabalhadora e agravar ainda mais situação do país foram a temática do debate da tarde desta sexta, 11, da XV Conferência Estadual de Educação promovida pelo SINTESE via plataforma Zoom.

Reforma trabalhista, reforma da previdência, lei da terceirização, emenda constitucional 95 (Teto dos Gastos),golpe na regulamentação do Fundeb.reforma administrativa, durante o rompimento democrático que vivemos desde 2016 (com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff), a direita tradicional e, principalmente, a direita bolsonarista querem fazer com que o Estado brasileiro  deixe de ser um instrumento para o bem estar social para a população para atender somente a classe empresarial e a elite.

Para Ana Georgina, coordenadora do DIEESE na Bahia, as reformas que passaram e as que estão em curso têm como objetivo de desmontar o Estado brasileiro.

Ela explicou que a reforma administrativa, ao contrário do que diz a propaganda governamental, não vem para melhorar o serviço público e acabar com “privilégios” dos trabalhadores deste setor, mas sim para precarizar ainda mais o serviço prestado à população.

“A reforma administrativa atinge não só os trabalhadores e trabalhadoras, mas a toda a sociedade”, ressaltou.  

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE, Heleno Araújo falou sobre o golpe que a Educação Pública sofreu com a aprovação, na Câmara Federal, com a regulamentação do Fundeb, que irá destinar recursos públicos para a educação privada e, a exemplo do que disse Ana Georgina, o que aconteceu ontem (10), faz parte de um projeto de destruição de tudo o que é público e a serviço da população.

A deputada federal pelo Distrito Federal, Erika Kokay começou sua fala ressaltando que vivemos um rompimento democrático e que todas as ações governamentais de Bolsonaro têm em vista não só a transformação do Estado em um promovedor do bem-estar empresarial, mas de um Estado imperial.

Segundo ela, o governo federal faz com que toda a política favorável ao bem-estar da população seja aniquilada

Mesmo com um cenário tão difícil os três conferencistas foram enfáticos de que é preciso resistir e através da organização e do diálogo com o povo e entre o povo é possível sim buscar as mudanças necessárias para que o Estado brasileiro volte a trilhar o caminho de estar a serviço do bem-estar social do povo.

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