Servidores públicos estaduais abordam governador no Teatro Tobias Barreto

Os funcionários públicos foram cobrar do governador valorização salarial, transparência e estabilidade aos trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde

“Jackson Barreto, governador, cinco anos massacrando servidor” com essas palavras de ordem servidoras e servidores públicos ocuparam o Teatro Tobias Barreto e mandaram o recado para o governador que empreende uma política de massacre do funcionalismo público estadual.

O ato começou logo cedo em frente ao Palácio de Despachos. Com a ida do governador ao evento da Secretaria de Estado da Educação no Teatro Tobias Barreto, os servidores foram lá mostrar a sua indignação.

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Ao contrário do que disse no momento em que discursava e os servidores entraram no teatro, o ato não foi promovido somente pelo SINTESE, mas pelos sindicatos que representaram os servidores públicos estaduais filiados à CUT, à CTB e também independentes. O governador não buscou o dialogo com os servidores e saiu às pressas do auditório.

“O governador sequer tenta o diálogo, demonstrando mais uma vez que não se importa com situação de penúria que vive boa parte dos servidores públicos de Sergipe. Jackson Barreto agora quer somente inaugurar obras, deixando claro que o dinheiro sempre existiu, o que não existe é uma política de valorização dos servidores”, aponta Rubens Marques presidente da CUT/SE.

A situação dos servidores públicos da administração geral é extremamente complicada. Há hoje um contingente de mais de três mil funcionários públicos estaduais que recebem menos que um salário mínimo. “São praticamente seis anos sem reajuste, a perda salarial ultrapassa os 40%, os servidores públicos passam por um dos piores momentos da sua história”, aponta Diego Araújo, dirigente do SINTRASE.

O magistério também vive um dos piores momentos de sua história. A carreira foi destruída. A não aplicação do reajuste do piso na carreira conforme a lei fez com que professores e professoras tenham uma perda no poder de compra que ultrapassa os 65%.

“O governo Jackson entra para a história como um dos piores para o servidor público de Sergipe, por isso a união das centrais que tem sindicato é extremamente importante, pois somente juntos conseguiremos ultrapassar esse cenário de caos”, disse a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

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