SINTESE alerta os professores das escolas piloto do Novo Ensino Médio sobre necessidade em elaborar nova Matriz Curricular

Escolas piloto terão até 30 de novembro de 2021, assim como demais unidades de ensino que ofertam o Ensino Médio, a obrigação legal de construir a nova matriz curricular para ser implementada no ano letivo de 2022

Gestores de algumas escolas, de diretorias regionais e até mesmo da Secretaria de Educação se utilizam de forma conveniente de algo que podemos chamar de “legislação oral”. Mas o que seria isso?

É aquela situação em que o professor ou a professora ouve dos gestores “faça isso dessa ou daquela forma”, mas quando há o questionamento de “onde, por acaso, isso está escrito na legislação?”, as respostas variam entre o silêncio ou a insistência nas afirmações sem qualquer base legal.

Essa “introdução” diz respeito a uma prática adotada pelos gestores de algumas escolas “piloto” da rede estadual. Para impedir que os docentes fazem o debate e construam matrizes curriculares distintas da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc a partir do ano de 2022 (Novo Ensino Médio), eles dizem que somente a matriz da secretaria é a que pode ser usada, pois é a única homologada pelo conselho.

Os gestores, pelo visto, “esquecem” que a regulamentação de todo o sistema de ensino da rede estadual é feita através de resoluções aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação – CEE e que as resoluções nº 22 e nº 24 aprovadas em 2021 normatizam que as escolas têm autonomia para construir suas matrizes curriculares baseadas em suas realidades.

O SINTESE alerta que mesmo as escolas pilotos, em 2021, estando utilizando a Matriz Curricular apresentada pela SEDUC, todas escolas podem construir uma Matriz Curricular diferente. Esta possibilidade está prevista em Resoluções do Conselho Estadual de Educação.

O art.2º da Resolução nº24 do CEE diz:
“O Projeto Pedagógico Orientador do Novo Ensino Médio Convencional, com as respectivas Matrizes Curriculares deve garantir a autonomia da proposta pedagógica da instituição educacional e do plano de trabalho do professor.”

“A matriz apresentada pela Seduc e até mesmo usada pelas escolas em 2021 é uma matriz de referência e não um documento que sob qualquer circunstância tem que ser utilizado. A LDB garante a autonomia dos docentes e das escolas em construírem suas matrizes curriculares”, afirma Roberto Silva dos Santos, vice-presidente do SINTESE e representes do magistério no Conselho Estadual de Educação.

Por isso, o sindicato tem feito o debate sobre o Novo Ensino Médio seja através de plenárias virtuais (realizadas no primeiro semestre), quanto pelas Oficinas Pedagógicas da Resistência que estão acontecendo de forma presencial desde o início do mês.

Os professores e professoras que ainda têm dúvidas sobre os impactos do Novo Ensino Médio podem acessar as matérias, lives, textos e cartilhas disponibilizados no site do SINTESE através do link https://www.sintese.org.br/novo-ensino-medio/

Como também podem marcar reuniões presenciais nas escolas com o sindicato para auxiliar na construção das matrizes. Para isso é preciso agendar através dos telefones 99645-7975 (Amilton), 99941-8670 (Tânia) e 99176-2005 (Carlos).

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