Canindé: greve e ocupação da secretaria mantidas

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Na manhã de ontem, dia 24, o SINTESE esteve reunido com o prefeito de Canindé do São Francisco, Weldo Mariano, para falar sobre o corte de salários dos professores que aconteceu quando no mês de setembro, entre outros pontos. O encontro aconteceu no gabinete do deputado federal João Daniel, em Aracaju, e o sindicato foi representado pelo presidente, Roberto Silva, e pelo coordenador geral da Subsede Sertão, Cloverton Santos, e a diretora Emanuela Pereira.

Alegando já ter ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o prefeito Weldo foi irredutível em sua decisão de cortar o adicional do terço, que foi pago no salário de agosto. A equipe do prefeito trouxe argumentos jurídicos já superados na audiência anterior, que aconteceu com assessoria jurídica do SINTESE.  Como o debate jurídico não tem mais sustentação, a gestão municipal passou a alegar o problema do aumento de despesas com pessoal da LRF.

“O que o SINTESE reivindica da gestão de Canindé é que respeite decisões do Tribunal  de Contas do Estado (TCE-SE) de que pode haver o avanço na carreira dos servidores no atual momento, diferente da situação que aconteceu durante o período da pandemia da COVID-19, que estes avanços estavam proibidos pela Lei Complementar 173/2020”, destacou o presidente.

Durante toda a reunião, os representantes do SINTESE foram incisivos na possibilidade de a Prefeitura de Canindé garantir este pagamento e não fazer cortes nos salários de professoras e professores. “A arrecadação de Canindé só vem crescendo a olhos vistos. É difícil compreender o que levou o prefeito a tomar esta decisão”, disse Cloverton.

Mesmo diante de toda a argumentação, o prefeito Weldo e seus assessores jurídicos e financeiros foram firmes na manutenção do corte nos salários. A gestão se comprometeu em realizar uma nova audiência dia 1º de dezembro, para verificar a situação financeira do município e ver possibilidade de retornar os pagamentos.

Diante da posição do prefeito, professoras e professores se reuniram em assembleia geral local e decidiram manter a greve e a ocupação na Secretaria Municipal de Educação. “Nossa luta, nossa resistência é que vai arrancar a resposta da prefeitura. Nós não vamos recuar e seguiremos na luta. Somos muitas. Somos muitos. Somos fortes”, destacou Roberto.