Professores de Aquidabã e Malhador paralisam atividades

Os professores das redes municipais de Malhador e Aquidabã levam a um patamar mais extremo a luta pelos seus direitos. No município do agreste sergipano os educadores param por dois dias. Já em Aquidabã a situação é insustentável e eles entram em greve por tempo indeterminado.

Nos dias 20 e 21 (terça e quarta-feira) os educadores de Malhador paralisam as atividades em sinal de alerta. Na terça eles percorrem os povoados: Taboa, Alecrim e Saco Torto e conversam com os moradores destas comunidades sobre a situação das escolas. Na quarta-feira a partir das 8h realizam um ato público com um café da manhã em frente ao prédio da prefeitura.

Alunos, professores e servidores são obrigados a estudarem e trabalharem em escolas que precisam urgentemente de reformas. O município não conta com uma política de reforma e manutenção das escolas o que não contribui para uma educação de qualidade.

Para deixar a situação ainda mais angustiante para os professores, a prefeitura não estabeleceu um calendário mensal de pagamento, há constantes atrasos o que acaba deixando o magistério a mercê da boa vontade da administração em pagar os salários.

Não há justificativa para o atraso nos salários, pois os recursos do Fundeb são depositados nas contas da prefeitura a cada dez dias.

Além do atraso no pagamento a administração municipal tem ignorado as tentativas do SINTESE de discutir o pagamento do passivo trabalhista referentes aos retroativos Piso Salarial dos períodos de 2009 (maio a outubro), 2010 (jan a novembro) e 2011 (janeiro a junho), direitos estes assegurados ao Magistério Público nos termos da Lei Federal nº 11.738/2008, que dispõe sobre o PSPN.

Aquidabã

Já os professores do município de Aquidabã deliberam por greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira, dia 20.

A situação Educação no município é tão grave que os professores e demais membros da sociedade civil organizada realizaram uma Marcha pela Educação na cidade, denunciando o caos a que está submetida a educação no município.

E há também a falta de vontade política da administração em cumprir a lei do piso e fazer a revisão do valor para o ano de 2011.

 

 

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