Não vamos abrir mão da revisão do piso de 33,23%

Em ato no Palácio de Despachos professores e professoras cobram revisão do piso ao governador e aos prefeitos e prefeitas

A revisão do piso é de 33,23% e não abriremos mão dela. Esse foi o tom do ato realizado em frente ao Palácio de Despachos, em Aracaju, na manhã desta quarta-feira, dia 02.

“A revisão do piso do magistério é lei e em 2022 a lei diz que ela é de 33,23% e deve ser aplicada respeitando a carreira, por isso estamos aqui, na porta do Palácio de Despachos para cobrar do governo Belivaldo e também dos gestores municipais que cumpram a lei”, disse a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.  

O recado dos professores foi para o governador Belivaldo Chagas e também para os prefeitos e prefeitas, estes últimos resolveram seguir, de forma conveniente, a orientação equivocada da Confederação Nacional dos Municípios em não aplicar a revisão do piso de 33,23% respeitando o plano de carreira.

O ato começou de maneira lúdica. Artistas circenses, em pernas de pau, encenaram, em um dos semáforos da Avenida Adélia Franco, em frente ao Palácio dos Despachos, a política de morte do governador Belivado Chagas contra o magistério sergipano, que ao longo dos últimos oito anos sofre com a falta de valorização, sem a atualização do piso na carreira, conforme preconiza a lei.

Ao mesmo tempo um adesivaço foi realizado e ficou comprovado que a sociedade sergipana apoia a luta dos professores por valorização.

Revogação dos 14%

A revogação do desconto de 14% das aposentadorias também foi ponto de pauta do ato em frente à sede do poder executivo estadual. O governo do estado preciso parar imediatamente o massacre aos professores e professoras aposentados.

“Vamos repetir quantas vezes forem necessárias. Não há mais necessidade do desconto de 14% nas aposentadorias, o Estado está com recursos para pagar aposentadorias e até mesmo para fazer obras. Belivaldo continua fazendo o desconto por vontade política e não por necessidade financeira.”, disse o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Somos todos professores, lutamos por valorização! Belivaldo pague o piso sem incorporação

Em seguida os professores e professoras saíram em caminhada em direção ao Teatro Tobias Barreto onde a Seduc realizava evento para os professores e professoras que ministram aulas nas escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

Com palavras de ordem “Somos professores, lutamos por valorização, Belivaldo pague o piso sem incorporação”, o SINTESE deu o recado e contou com o apoio maciço dos participantes do evento.

“Nosso posicionamento nunca foi contrário à modalidade ensino médio em tempo integral ou aos que ministram aulas nela, mas sim ao método que o governo a implementou na rede estadual.  Somos todos professores e professoras e estamos juntos e juntas na luta por valorização”, afirmou a presidenta.

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