Exposição de Ofenísia Freire está em escola que leva o nome da professora

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O SINTESE foi convidado a participar da culminância das disciplinas eletivas do Centro de Excelência Professora Ofenísia Soares Freire. A exposição ‘Ofenísia Freire – a mestra da resistência’ ficou à disposição de alunos e alunas ao longo do dia de hoje, 5 de dezembro. “Amanhã, dia 6, professora Ofenísa faria 101 anos de vida. Além disso, é importante o nosso estudante saber a origem da sua escola, a história de professora Ofenísia no magistério, nas lutas, no sindicato, no Conselho Estadual de Educação”, disse o diretor do colégio, Dayvid Figueiredo.

Além de levar a exposição, o SINTESE participou de um bate-papo com o alunado sobre Ofenísia Freire, representado por Ivonete Cruz, diretora do Departamento para Assuntos da Base Estadual do SINTESE e secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Convidamos o sindicato porque professora Ofenísia foi uma mulher de luta a presença de nossa entidade aqui reforça nossa cobrança por melhorias, ganha uma força maior e a escola pública só tem a ganhar”, ressaltou o diretor.

Para Ivonete é sempre um prazer falar em Ofenísia Freire. “Ela era uma professora que ia para além dos livros didáticos, que é o que está acontecendo aqui nesta atividade. E é isso que a gente chama de autonomia pedagógica. A autonomia pedagógica de ensinar, de produzir, de fazer ciência, de inventar. Isso mostra que a escola não está desconectada do mundo, da vida lá fora. O que vocês aprendem aqui vai acompanhar vocês lá fora”, comentou a professora.

E quem concorda com esse pensamento é a aluna Gleicielly Vilela, do 1º ano do ensino médio. Esta jovem de 17 anos de idade tem bem claro em mente o que está fazendo na escola. “Nesta atividade, por exemplo, somos nós, alunos e alunas, que estamos no comando, estamos sendo protagonistas de nosso aprendizado e isso nos estimula a ter autonomia, iniciativa, desenvoltura, que vão nos acompanhar no dia a dia, em outras relações de vida, como a de trabalho”, comentou.

“Ofenísia era uma educadora que pensava o mundo, que pensava a sociedade, que defendia a liberdade, que defendia que todas as pessoas têm direito à vida. Por isso, nós não podemos aceitar um modelo de educação como o que está posto no Brasil e no mundo, no qual a escola atende aos interesses do mercado capitalista, formando apenas mão-de-obra”, ressaltou a diretora do SINTESE.

“A nossa educação tem que formar cidadãos emancipados, independentes, que se reconheçam como seres críticos e com lugar de fala. Que são parte da sociedade e não serviçais dela. Que essa sociedade e a riqueza construída nela não pode pertencer a poucos enquanto a maioria vier à margem, morrendo de fome, sem acesso a educação e saúde, ainda sendo morta pelo braço armado do Estado. A educação existe para transformar esta realidade e seguimos firmes nessa luta”, finalizou professora Ivonete.