Magistério fará greve sanitária se as escolas não apresentarem condições de segurança

As professoras e professores da rede estadual decidiram em assembleia virtual nesta quarta, dia 21, indicativo de greve sanitária a partir do dia 17 de novembro. A confirmação se dará em nova assembleia a ser realizada no dia 16 às 9h também pelo aplicativo Zoom.

A decisão foi tomada a partir da publicação do decreto governamental apontando o retorno das aulas presenciais das turmas do terceiro ano do ensino médio, ensino profissionalizante e Educação para Jovens e Adultos a partir do dia 17.

O magistério da rede estadual compreende que não é possível ter o retorno das aulas presenciais se o governo do Estado, através da Seduc, não garantir as condições de segurança para educadores, funcionários e estudantes.

“Os professores e professoras reafirmaram a posição de que o retorno às aulas presenciais, independente das turmas, se dê somente com as garantias de segurança máxima para os educadores, funcionários e estudantes, se essas condições não estiverem postas, o magistério irá deflagrar uma greve sanitária, pois p calendário letivo se reorganiza, há possibilidade de se fazer outro Enem ou terminar os cursos, mas a vida perdida não é reposta”, afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Outra deliberação da categoria é a exigência de que o Governo do Estado cumpra o estabelecido no art. 2º do Decreto 40.669, publicado dia 20 de outubro, e faça a divulgação do protocolo de segurança para toda a sociedade sergipana.

“É fundamental que os professores e professoras além de toda a população sergipana conheçam o protocolo, até mesmo para cobrar as medidas necessárias”, afirmou o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

E com isso em vista, o magistério da rede estadual decidiu que serão formadas comissões por escolas, compostas não só por docentes, mas também por funcionários, estudantes e representação dos pais, mães e responsáveis, para que esse coletivo possa acompanhar se as providências de segurança necessárias estão sendo realizadas nas unidades de ensino.

“Mais do que nunca é primordial que os professores e professoras formem as comissões nas escolas e verifiquem se as condições estruturais e também de biossegurança estão sendo garantidas pela Seduc”, disse Leila Moraes, diretora de Comunicação do SINTESE.

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