Sábado tem Marcha da Consciência Negra pelas Ruas do Centro de Aracaju

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Escrito por Iracema Corso – CUT/SE

A Marcha da Consciência Negra em Aracaju vai fortalecer a luta contra o genocídio da população negra em Sergipe e será na tarde do próximo sabádo, dia 18 de novembro. A concentração será a partir das 15h, o ponto de saída será a Catedral Metropolitana de Aracaju, no Centro. Lá acontecerá um culto ecumênico reunindo movimentos religiosos de matriz africana, movimento católico e lideranças religiosas evangélicas.

Após o início do protesto, a Marcha da Consciência Negra seguirá pelas Rua Santo Amaro até a Praça da Rodoviária Velha. Depois o cortejo vai pela Rua Divina Pastora até entrar na Rua Porto da Folha. Em seguida, percorre a Rua Porto da Folha e entra à esquerda na Rua Propriá seguindo por ela até encontrar a Rua Riachão já na altura do Quilombo da Maloca.

O Coletivo Descidão dos Quilombolas vai acompanhar todo o percurso da catedral até o Quilombo da Maloca. A Marcha da Consciência Negra, atividade de luta de combate ao racismo, está sendo construída pelo Movimento Negro, através do Fórum Negro (Fórum de Organizações Negras de Sergipe Contra o Racismo e Pela Democracia).

A secretária de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Sergipe), Arlete Silva Costa, explicou que a luta por uma política de segurança pública efetiva, sem racismo e que não perpetue a violência contra a população negra de Sergipe é uma pauta muito importante neste dia.

“Marcharemos contra o genocídio da população negra de Sergipe. A Pastoral da População em Situação de Rua trouxe também a Marcha Mundial dos Pobres para se somar a este protesto, e são lutas que caminham lado a lado, pois é principalmente a população negra de Sergipe que se encontra em situação de vulnerabilidade social. É um cenário que só vai piorar caso o governador Fábio Mitidieri privatize a água, o saneamento, a saúde pública, por isso também vamos lutar em defesa do serviço público no Dia da Consciência Negra e assim construiremos uma marcha unificada com o apoio de todas as centrais sindicais e movimentos sociais”, revelou Arlete Silva.