A Secretaria de Estado da Educação (Seed) está ocupada por professoras e professores. A ocupação aconteceu nesta terça-feira, dia 8, no primeiro dia de greve da categoria.
As professoras e professores manterão a ocupação da Seed até que a secretária Gilvânia Guimarães, atenda o SINTESE em audiência a fim de traçar proposta para o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a retomada dos escalonamentos da carreira.
“Convocamos todas as professoras e professores da Rede Estadual, da capital e do interior, a virem para a Seed, nesta quarta-feira, dia 9, e fortalecer a nossa ocupação. Teríamos atos regionais nesta quarta, mas por ora estamos adiando esta agenda, para que todos possam se fazer presentes na ocupação e cobrar proposta efetiva do Governo de Sergipe com relação a a retomada da nossa carreira. Venham! Ocupe a Seed”, conclama a vice-presidenta do SINTESE, professora Leila Moraes
Greve por tempo indeterminado
Além da ocupação da Seed, o magistério da Rede Estadual fez ato em frente ao Palácio de Despachos, nesta terça-feira, onde também cobrou do Governador do Estado o imediato cumprimento da decisão do STF
Diante do silêncio do Governo de Sergipe, do desrespeito à decisão judicial e ao direito conquistado pelas professoras e professores, a categoria deciddiu em assembleia ocorrida durante o ato em frente ao Palácio, seguir em greve por tempo indeterminado.
A greve busca que o Governo Estado retome o processo de negociação efetiva, apresente proposta e restabeleça o escalonamento do magistério da Rede estadual, nos Patamares de 2011.
Mesmo o SINTESE cumprindo com todos os trâmites para assegurar a greve, mais um vez o Governo de Sergipe passa por cima do direito dos professores e decreta ilegal o movimento grevista.
O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, coloca que o Sindicato recorreu a decisão de ilegalidade, proferida pelo Tribunal de Justiça de Sergipe.
“O SINTESE já está recorrendo junto a desembargadora responsável, pedido que reveja a decisão e mantenha nossa greve na legalidade. Afinal, quem está legal é o magistério, quem está ilegal é o Governo de Sergipe por não cumprir a decisão judicial”, reafirma o professor Roberto.












