Professores de Propriá vão a delegacia para registrar queixa contra prefeito

Cansados de verem mês após mês seus direitos serem desrespeitados os professores da rede municipal de Propriá foram a delegacia, na última quinta-feira, 2, no intuito de prestar queixa contra o prefeito José Américo de Lima. Desde julho o atraso no pagamento dos salários dos professores é constante. O prefeito não pagou aos professores o salário do mês de setembro, que deveria ter sido pago no último dia 30.

Mas a tentativa de prestar queixa contra as ações ilegais do prefeito foi frustrada. Os professores esperam durante toda a manhã de quinta-feira na delegacia da cidade, no entanto o delegado não apareceu para registrar a queixa.

“Todo mês é esta novela, não aguentamos mais esta situação. Cansamos de ser humilhados e decidimos vir prestar queixa contra o prefeito porque ele está negando o nosso direito, agindo de forma ilegal atrasando os salários. Infelizmente não conseguimos prestar queixa, mas não vamos desistir”, afirma a delegada sindical e professora da rede municipal de Propriá, Givanilda Santos.

Salários

Durante audiência ocorrida no início de setembro o prefeito José Américo fez a indecorosa proposta aos professores de pagar o salário do mês de setembro somente a partir do dia 10 de outubro. O gestor municipal colocou ainda que o pagamento dos salários só voltaria a ser normalizado no mês de novembro, após as eleições.

Reunidos em assembleia, no dia 17 de setembro, os professores deliberam por rejeitar a proposta apresentada por José Américo. Na ocasião os educadores de Propriá decidiram também que a categoria reivindicaria que o pagamento dos servidores da educação fosse feito até o dia 30 de cada mês, a partir de setembro.

O SINTESE encaminhou ofício à prefeitura de Propriá, destinado ao prefeito José Américo, no qual expressava a decisão tomada e a solicitação da categoria de voltar a receber até o dia 30 de cada mês, como ocorria anteriormente. Mas o prefeito preferiu ignorar a solicitação e novamente submeter os professores a humilhante situação de receber seus salários com atraso.

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