Sem acordo, ABL não levará língua portuguesa à ONU

Após sua primeira reunião deste ano, Diretoria da ABL divulga nota oficial e reafirma a importância da lusofonia, um idioma falado por mais de 260 milhões, no cenário internacional

 

O adiamento para 2016 da definitiva entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa frustrou o projeto da Academia Brasileira de Letras (ABL) de desenvolver um amplo movimento para que o idioma passasse a ser adotado como língua de trabalho oficial na Organização das Nações Unidas (ONU).
 
A Diretoria da ABL, em sua primeira reunião deste ano, divulgou hoje, quarta-feira, dia 23 de janeiro, nota lamentando a decisão e afirmando que, nos primeiros dias de 2013, tão logo a obrigatoriedade da unificação ortográfica passasse a vigorar plenamente, levaria essa demanda também a todos os organismos internacionais. Ainda segundo a nota, não haveria mais desculpas para que os fóruns oficiais de política exterior continuassem a passar ao largo de um idioma de mais de 260 milhões de falantes, a pretexto das discrepâncias de grafia entre os países que compõem seu universo. E prossegue: “Houve bastante tempo e oportunidade para que os descontentes se manifestassem. É uma pena que tenham deixado para forçar um adiamento unilateral nas últimas horas do prazo”. Confira a nota na íntegra aqui.

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