Estudantes do Colégio Estadual Prof. Gonçalo Rollemberg exigem novo prédio e fim de aulas não presenciais

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Estudantes, professoras, representantes de pais e mães do Colégio Estadual Professor Gonçalo Rollemberg Leite, localizado em Aracaju, se reuniram, na segunda-feira, dia 18, com membro da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seeduc) para cobrar do órgão público posição sobre a reforma do prédio da Unidade de Ensino e locação de um novo prédio para pôr fim às aulas não presenciais.

Dirigentes do SINTESE e da União Sergipana de Estudantes Secundaristas de Sergipe (USES) também acompanharam a reunião.

Após longos dois anos de espera, a volta às aulas 100% presenciais, infelizmente, não é uma realidade para professores e estudantes do Colégio Estadual Gonçalo Rollemberg Leite.

O prédio do Gonçalo Rollemberg está em reforma desde 2020, com o avanço da vacinação e a diminuição nos casos de Covid-19, e a consequente volta das aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino, os estudantes matriculados no Gonçalo Rollemberg foram colocados em um prédio, de maneira provisória, localizado no bairro Coroa do Meio.

Estrutura precária e aulas online

Mas o “provisório” acabou durando mais tempo que o esperado e agora, com o retorno das turmas às aulas presenciais, o prédio que abriga atualmente a unidade de ensino não comporta todos os alunos matriculados de uma só vez, por isso as aulas, que eram para acontecer de maneira presencial, em tempo integral, estão sendo ofertadas em tempo parcial (manhã ou tarde) e o restante da carga horário oferecida de forma online (não presencial).

A previsão para o fim da reforma no prédio do Colégio Estadual Professor Gonçalo Rollemberg Leite era março 2022, mas até agora a comunidade escolar segue esperando.

O Colégio Estadual Professor Gonçalo Rollemberg Leite é de tempo integral, e atende a estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Os estudantes deveriam ter aulas nos dois turnos, manhã e tarde, e realizar suas refeições no Colégio. Mas o prédio que hoje abriga o Colégio não oferece condições mínimas, sequer cabem todos os estudantes dentro de suas salas de aula.

As salas são pequenas, pouco ventiladas, não há espaço para refeitório e essa situação força a direção do Colégio a dividir todos os estudantes matriculados entre os turnos da manhã e da tarde e entre o ensino presencial e não presencial. As queixas dos estudantes são constantes, pela péssima condição do espaço do Colégio, e principalmente, por estarem sendo submetidos as aulas não presenciais.

“O ENEM não espera”

A preocupação é grande, sobretudo, entre aqueles que vão prestar o ENEM 2022, como é o caso da estudante do 3º ano Diana Caroline, que diz estar cansada de esperar por uma solução por parte da Seduc. “Foram dois anos difíceis e agora voltamos, mas não estamos tendo aula totalmente presencial. Continuam pedindo para a gente esperar, mas o ENEM não espera”, lembra a jovem

A estudante Karine Lessa, também demonstrou preocupação e indignação durante a reunião com a Seduc e cobrou respostas.

“Queremos um novo prédio, nossas aulas não estão sendo 100% presenciais. O ENEM está chegando e não dá para continuar com as aulas não presenciais. Muitos alunos não têm celular em casa, não têm internet. Só queremos saber quando: quando teremos nossas aulas totalmente presenciais? Quando teremos nossa escola de volta? Só queremos respostas e não promessas”, coloca a estudante.

A também estudante, Alinne Menezes, lembrou que havia sido dito aos pais e aos estudantes que no retorno às aulas em 2022 o Colégio não seria mais no prédio que está hoje. A estudante pontuou as problemáticas do atual prédio e foi taxativa ao afirmar que as aulas remotas não funcionam.

“Estamos no Ensino Médio e a única coisa que passa hoje em nossa cabeça é o Enem. Aulas remotas não funcionam. Foram dois anos assim e foram péssimos. Muitos alunos não têm celular, nem acesso à internet. O prédio que estamos hoje não tem condições de comportar todos os alunos, as salas são pequenas, não têm ventilação, a maioria dos ventiladores estão quebrados. Lá não tem como ter almoço porque não tem espaço para colocar mesa, a cozinha é pequena e não atende a quantidade de alunos.  Por isso fazemos o apelo para que seja resolvido, que vocês [Seduc] façam tudo que for possível, porque a situação no Gonçalo não está sendo fácil”, afirma Alline.

As estudantes (da esq. para dir.) Diana Caroline, Karine Lessa e Alinne Menezes fizeram relatos sobre as condições do prédio, pediram o fim das aulas não presenciais e demonstraram preocupação com a preparação para o ENEM

A reunião na Seduc foi conduzida pelo Superintendente Executivo da Educação, José Ricardo de Santana. A equipe da Seduc se comprometeu a trazer respostas sobre o aluguel de um novo prédio, para comportar a comunidade do Colégio Estadual professor Gonçalo Rollemberg Leite, até a próxima segunda-feira, dia 25. Além de uma posição sobre o fim da reforma no prédio efetivo da unidade de ensino

“Estamos acompanhado de perto toda a situação do Gonçalo Rollemberg. Estivemos presentes no ato que os estudantes fizeram na porta do prédio onde hoje funciona o Colégio, no último dia 12 e hoje estamos também acompanhando esta reunião com a Seduc. Esperamos que a situação seja resolvida o mais breve possível, pois está prejudicando o trabalho dos professores e a vida dos estudantes. Vamos seguir cobrando”, enfatiza o vice-presidentes do SINTESE, professor Roberto Silva.

Outras demandas

Ao fim da reunião, o SINTESE solicitou ainda uma nova reunião com a Seduc para tratar de pautas e demandas de interesse do magistério: diário eletrônico, interiorização e concurso público