Duzentos e setenta e três milhões, duzentos e noventa mil, duzentos e setenta e um reais e treze centavos: este foi o valor que o governado Fábio Mitidieri e o então secretário de estado da Educação, Zezinho Sobral, deixaram de investir na educação de Sergipe, em 2025.
De acordo com o Plano Estadual de Educação (PEE), o Governo do Estado de Sergipe é obrigado a investir 27% de impostos arrecadados em educação. No entanto, em 2025, o governo Fábio Mitidieri investiu 25,12%, com isso mais de 273 milhões de reais deixaram de ser usados na educação do nosso estado.
Todo este valor é comprovado por documentos oficiais do Governo do Estado, disponibilizados no Portal da Transparência e no Relatório Resumido da Execução Orçamentária de Sergipe (Reeo).
É importante destacar que 273 milhões de reais é dinheiro mais que suficiente para o Governo do Estado iniciar a recuperação da carreira do magistério, o que demostra que há falta de vontade política por parte do Governo Mitidieri de valorizar as professoras e professores.
Vale lembrar também que em 2025 o Governador Fábio Mitidieri fechou negociação com o SINTESE e disse que não podia garantir a valorização das professoras e professores da Rede Estadual de Ensino porque não tinha recursos financeiros para tal.
Ao passo que em negou apresentar uma proposta, pois disse que não havia dinheiro para assegurar os direitos das professoras e professores da Rede Estadual, o Governador Fábio Mitidieri, no final de 2025, aprovou na Assembleia Legislativa aumento de uma gratificação para cargos comissionados que pode chegar a 8 mil reais.
Enquanto isso, as perdas acumuladas, ao longo dos últimos 14 anos, pelo magistério sergipano chegam a 58% de suas remunerações, devido ao desmonte da carreira, ao congelamento de gratificações e, sobretudo da falta de vontade política, por parte do Governo do Estado, em buscar a mudança deste cenário de empobrecimento ao qual professoras e professores continuam submetidos.
E o cenário agrava-se ainda mais porque ao fechar as negociações em 2025 e seguir com a mesma postura até o presente momento de 2026, o governador, Fábio Mitidieri, deixa a entender que não quer cumprir as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que obrigam a retomada a carreira do magistério (ADI 4871) e descongelamento de gratificações (ADI 5054), em uma postura, que no entendimento do SINTESE, é extremamente grave e desrespeitosa aos professores e à Suprema Corte do nosso país.
O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, faz questão de colocar que já foi feita denúncia aos órgãos públicos de fiscalização e que o SINTESE seguirá cobrando o devido investimento das verbas da educação e a valorização das professoras e professores.
“O valor que o Governo do Estado deixou de aplicar na educação, era mais que suficiente para iniciar a retomada da nossa carreira. A legislação não foi cumprida, mais 273 milhões que deixaram de ser investidos na educação. Isso é dinheiro público, é dinheiro do povo de Sergipe. Vamos cobrar dos órgãos fiscalizadores medidas severas contra tamanho absurdo e vamos cobrar que este dinheiro vá para a educação, vá para a valorização da nossa categoria, que está empobrecida. Precisamos nos indignar enquanto sociedade e cobrar que o Governador cumpra a lei, cumpra as decisões do STF, valorize os professores e invista na educação os valores devidos”, enfatiza o professor Roberto Silva.
*Denúncia sobre a prestação de contas da Educação*
Este texto faz parte de um conjunto de denúncias feitas pelo SINTESE, com base em estudos econômicos e financeiros de dados oficiais, que apontam a tentativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), de passar por cima da legislação, do Conselho do Estadual do Fundeb, ignorando transparência e controle social para aprovar, de maneira indevida, contas da educação.
Ao longo de 2025, durante as reuniões bimestrais do Conselho Estadual do Fundeb, os representantes do SINTESE e da CNTE no Conselho, apontaram por diversas vezes incongruências nos dados financeiros apresentados pela Secretaria de Estado da Educação.
Com o fechamento das contas de 2025 e a tentativa da Seed de aprovar suas contas a toque de caixa e encobrir ilegalidades, o SINTESE construiu um parecer no qual aponta problemas que vão desde valores divergentes em folhas de pagamentos, passando por falta de notas fiscais, falta de extratos bancários, problemas com empenhos e falta de aplicação dos recursos, em uma série de divergência fiscais graves.
Assembleia
No próximo dia 5 de março, às 9 horas, professoras e professores das redes estadual e municipais de ensino de Sergipe vão se reunir em assembleia geral unificada, no Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju. A assembleia será o espaço de decidirmos as nossas ações de luta para 2026. Participe












