Greve: professores da rede estadual na luta por direitos

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Ivonete Cruz - vice-presidenta do SINTESE conclamando os educadores para luta

Ivonete Cruz - vice-presidenta do SINTESE conclamando os educadores para luta

A falta de resposta do governo referente a pauta de reivindicação levou os educadores a deliberarem greve por tempo indeterminado e o ato da última segunda-feira, 18, marcou o primeiro dia de atividade.

Educadores, sindicalistas e estudantes estiveram em frente ao Palácio do Governo colocando a sua indignação pela falta de iniciativa do governo em cumprir a lei do piso (que estabelece reajustes anuais para o piso do magistério), de adotar uma política de entrega das matrículas do ensino fundamental, de não ter uma política de combate a violência nos estabelecimentos de ensino, de não adotarem uma política de manutenção e reforma das escolas, pela ausência de formação continuada, por alimentação escolar insuficiente e de má qualidade, pela falta de funcionários nas escolas.

Jairo de Jesus - CUT/SE

E também pela ação difamatória empreendida pela Secretaria de Estado da Educação no sentido de desqualificar as lideranças sindicais e desmobilizar a ação reivindicatória da categoria. “Os professores não vão aceitar essa atitude do governo do Estado, que com o intuito de colocar a sociedade contra os professores, faz uma campanha baseada em mentiras. A luta do magistério da rede estadual é por dignidade e esta envolve condições de trabalho e cumprimento da lei do piso. Nossas escolas estão um caos e ao invés de buscar soluções, o governo do Estado prefere difamar professores. Isso é uma vergonha”, afirma a presidenta do SINTESE, Ângela Maria de Melo.

Solidariedade

Membros da direção da Central Única dos Trabalhadores – CUT/SE e de direções de sindicatos cutistas estiveram no ato e prestaram solidariedade a luta dos professores da rede estadual. “Os educadores da rede municipal de Aracaju também estão na luta pelo reajuste do piso em 2015 e pelo pagamento do retroativo, a luta é de todos, por isso trago a solidariedade dos professores do município de Aracaju”, disse Adelmo Meneses Santos, presidente do Sindipema – Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju.

Adelmo Meneses Santos - pres. do Sindipema

“A luta dos professores também é nossa, pois o governo do Estado quer desestabilizar a luta dos servidores públicos estaduais e não podemos deixar isso acontecer. Trago a nossa solidariedade ao magistério sergipano”, disse Jairo de Jesus do Sinditic – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Tecnologia da Informação, Comunicação e Processamento de Dados de Sergipe.

Estudantes do Colégio Estadual Nestor Lima Carvalho da cidade de Itabaiana também participaram do ato e colocaram as dificuldades que vivem no cotidiano e prestaram total solidariedade a luta dos professores.

Estudantes apoiam a ação dos professores

Quero a diferença

 

O governo do Estado utilizou-se dos meios de comunicação para anunciar que a luta dos professores era imotivada pois eles recebiam “10 mil reais de salário”, por isso durante o ato os educadores preencheram requerimento (que foi protocolado no Palácio do Governo) solicitando (de forma simbólica) a devolução da diferença. “O governo disse na tv e nas rádios que o professor tem remuneração de 10 mil reais. Quero a parte que me cabe, pois no meu contracheque eu mal recebo R$2500”, disse a professora Ana Luzia Castro.

Professores solicitam de forma simbólica a devolução entre seus salários e os 10 mil propagandeados pelo governo 

Audiência

A comissão de negociação do SINTESE se reúne nesta terça-feira, às 11h com o vice-governador Belivaldo Chagas e membros da equipe econômica do governo.

Assembleia

Na quarta, dia 20, às 9h assembleia no Instituto Histórico e Geográfico onde serão repassados informes sobre a audiência e serão deliberados encaminhamentos de luta.