Magistério segue na luta por valorização

Professores e professoras da rede estadual de ensino, da ativa e aposentadas/os, se juntam a demais servidores do estado de Sergipe para pedir valorização, em ato em frente ao Palácio de Despachos, na manhã desta segunda-feira, dia 20, em Aracaju.

A categoria está sem ter revisão do piso salarial desde 2015. Vale ressaltar que o piso salarial do Magistério é assegurado pela Lei Nacional 11.738/2008, que garante que o piso deve ser pago na carreira, anualmente a professores e professoras da rede pública de todo o Brasil, sempre em janeiro.

Além do massacre, aos servidores da ativa, que estão há 8 anos sem revisão de seus salários,  o governo Belivaldo Chagas age com crueldade contra aposentados, aposentadas e pensionista, cortando 14% de seus proventos.

Belivaldo Chagas, em seu governo sanguessuga, bate o triste “recorde” de maior tempo que os servidores públicos estaduais ficaram sem receber reajuste. Atualmente o servidor em Sergipe acumula uma perda de mais de 50% em seus rendimentos.

Além de representantes das Centrais Sindicais, CUT, CTB e CSP Conlutas, representantes de mais de 10 sindicatos se revezaram fazendo falas de luta em frente ao Palácio de Despachos.  A diretora do SINTESE e professora aposentada da rede estadual de ensino, Ana Geni, relatou como tem sido a realidade dos aposentados e aposentadas diante do absurdo desconto de 14% e dos anos sem reajuste.

“É muito comum ouvirmos das nossas companheiras aposentadas que estão se endividando com empréstimos porque não estão conseguindo honrar suas contas depois que Belivado começou a descontar 14% de suas aposentadorias e sem reajuste ao longo de anos. E tudo isso foi feito em um momento muito crítico, onde estamos vivendo uma pandemia,  lidando com tantas pressões e dores, temos os nossos salários navalhados.  Esse medida cruel de Belivaldo tira não só o nosso sono, mas também a nossa saúde e a nossa dignidade” desabafa a aposentada.

O Governo do Estado anunciou uma abertura da mesa permanente de negociação com servidores públicos. Para o presidente da CUT e vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, é preciso que de imediato se tenha as mesas de negociação setoriais para que cada sindicato apresente suas reivindicações e colocou ainda que as mobilizações dos servidores públicos estaduais vão continuar.

“Na nossa avaliação é preciso ter as mesas setoriais de imediato para que cada sindicado, com cada secretário da pasta, discuta a proposta das reivindicações que são especificas de cada categoria. Esperamos que ainda esse ano a gente tenha também a mesa geral para que  possamos fechar esse política de valorização dos servidores. Faremos outros atos, outras mobilizações porque acreditamos ser fundamental chamar a atenção da sociedade  para o massacre que a política dos governo Jackson Barreto e Belivaldo Chagas causaram e estão causando na vida dos servidores públicos estaduais de Sergipe”, coloca o professor.

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