Indignação. Este foi o sentimento da direção do SINTESE ao final de audiência na última quinta-feira, dia 23, com representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ao receber a informação de que não havia nenhuma proposta a ser apresenta ao magistério.
É importante enfatizar que esta audiência foi marcada pela secretária de estado da educação, Gilvânia Guimarães, que sequer compareceu.
A audiência desta quinta-feira era para ter acontecido antes do São João, por isso, e diante de todas as tratativas após a greve do magistério da rede estadual, que aconteceu março deste ano, a direção do SINTESE esperava que uma proposta fosse apresentada, mas o que tivemos foi mais uma demonstração de desrespeito por parte do Governo do Estado e de seus representantes.
Tal cenário, mais uma vez, reafirma a necessidade da unidade de professoras e professores da Rede Estadual e a presença massiva da categoria em assembleia, que ocorrerá no início do semestre letivo 2026, a fim de decidir os rumos da luta e o indicativo de greve.
“Na nossa última assembleia, no dia 9 de junho, professoras e professores deliberaram pelo indicativo de greve para o início do segundo semestre letivo de 2026, caso o Governo de Sergipe siga sem abrir negociação para cumprir decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a retomada dos nossos escalonamentos. Diante da postura desrespeitosa e do que foi colocado para nós na audiência da PGE, de que não há proposta para o magistério, a direção do SINTESE vai se reunir e convocar uma nova assembleia para que as professoras e professores possam decidir, coletivamente, os rumos da luta e sobre indicativo de greve. O SINTESE está aberto a negociação, no entanto, negociação não feita só com reunião, é feita de proposta efetiva. Sem proposta não existe negociação”, enfatiza o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.











