Próximos dias serão de luta e resistência para professores de Sergipe

Esta semana será de grande mobilização e luta para o magistério sergipano. Em assembleia unificada de professores da rede estadual e das redes municipais, ocorrida nesta terça-feira, 18, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju, a categoria deliberou as seguintes ações:

Vigília em frente ao Tribunal de Justiça, quarta-feira, 19, às 8h: Professores de Lagarto irão acompanhar o julgamento de mandado de segurança impetrado pelo SINTESE contra a prefeitura de Lagarto pelo pagamento em dia dos professores da rede municipal. Em Lagarto os professores estão há 76 dias sem receber salários;

Vigília em frente ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, quinta-feira, 20, às 8h: Professores das redes municipais de Sergipe, que sofrem com os constantes atrasos de salário, irão acompanhar, no pleno do Tribunal de Contas, o julgamento das medidas cautelares que obrigam que os prefeitos sergipanos assegurem o pagamento em dia dos salários dos professores. Aproximadamente 30 prefeituras sergipanas não pagaram aos professores os salários do mês de setembro

Ato unificado como os demais trabalhadores de Sergipe contra a PEC 241, quinta-feira, 20, às 15h, com concentração na Praça Camerino : Organizado pelo Comitê Sergipano contra a PEC 241 – que reúne a Seccional Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil, segmentos da Igreja Católica, e uma diversidade de movimentos sociais, entidades populares, sindicatos e centrais sindicais, coletivos estudantis, de juventude e de direitos humanos – o Ato tem como objetivo dialogar com a população sobre os efeitos negativos da PEC para direitos essenciais, como saúde, educação e assistência social.

Greve geral, no dia 11 de novembro

“Avaliamos que esta é a hora de luta unificada, de irmos às ruas, professores da rede estadual e das redes municipais, pois o momento que vivemos hoje é de desmonte da educação pública em nosso país, em nosso estado e nos nossos municípios. Temos também que nos unir ao conjunto dos demais trabalhadores na defesa de nossos direitos sociais, da educação, da saúde, da previdência,  que estão sendo extirpados por uma série de medidas promovidas pelo governo golpista de Michel Temer. O magistério de Sergipe sempre foi a luta e resistiu e continuará a resistir com bravura, por isso deliberamos uma série de ações de luta e, outras ainda serão deliberados, no combate ao desmonte da educação e a retirada de diretos dos trabalhadores”, assegura a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

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