SINTESE e movimentos sociais criam Fórum Sergipano pelo Direito à Educação Pública de Qualidade Social

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Nove de abril já pode ser considerado um dia histórico para a luta em busca de uma educação pública de qualidade social para todos e todas.

Quase uma centena de representantes de sindicatos, movimentos sociais e populares, além de parlamentares reuniram-se no Encontro dos Movimentos Sociais em Defesa da Educação Pública de Sergipe e se disponibilizaram a participar do Fórum Sergipano pelo Direito à Educação Pública de Qualidade Social. O objetivo é construir de forma coletiva (movimentos sindical e populares) uma escola democrática.

Para o sindicato é primordial a discussão para ações que pressionem os entes federativos a garantirem não somente o acesso a educação pública, mas as condições efetivas de permanência e tal debate deve ter a participação de toda a sociedade sergipana.

A presidenta do SINTESE expôs dados mostrando que os entes federativos cada vez mais se desresponsabilizam pela Educação. A involução no número de matrículas tanto na rede estadual quanto nas redes municipais é preocupante. Foi mostrado também um pequeno panorama de como está ruim a estrutura física das escolas públicas sergipanas.

“A escola precisa ser um espaço onde efetivamente se desenvolva o saber e o aprender. Para isso temos que pressionar os entes federativos para que assegure as condições efetivas no sentido de que o direito a Educação seja contemplado”, disse Ângela Maria de Melo, presidenta do SINTESE.

“É difícil estar numa escola assim. Com violência, com estrutura física precária, com alimentação escolar insuficiente. Em Canindé fizemos um ato para melhorar nossa escola. Semana passada (dia 07) não tivemos aula, pois sem ventilador não havia condição para nós estudarmos e nem para os professores darem aula. Tinha gente passando mal”, conta José Damião Feitosa Lima da União Municipal de Estudantes Secundaristas de Canindé do São Francisco.

A primeira reunião do fórum acontecerá dia 16, às 18h no SINTESE

Marcha em Defesa dos Trabalhadores

Com a segunda rodada de votações do PL 4330, a classe trabalhadora junto com os movimentos sociais e populares escolheram o dia 15 como um grande dia de luta. Por isso o SINTESE convidou os representantes dos movimentos a juntarem-se aos educadores e transformarem a marcha em um grande ato em defesa da classe trabalhadora  o foco agora será mais abrangente. “Os trabalhadores da Educação e das demais categorias junto com os movimentos sociais e populares estarão nas ruas em defesa da manutenção de direitos e em repúdio a aprovação do PL 4330”, aponta Ivonete Cruz, vice-presidenta do SINTESE.

A concentração está marcada para às 14h do dia 15 no Parque da Sementeira.

Participaram do encontro:

ADHONS, MNDH/SE, Sindijor, SEPUMI, MPA, MOPS, Ação Cultural, Pastoral do Acolhimento, DCE- UFS , DCE- Unit, Pastoral Carcerária, Cultart, Pastoral da Pessoa Idoso, Marcha Mundial das Mulheres, Cáritas, Associação de Mulheres, Sindijus, Sinergia, MOTU, Instituto Braços, Intervozes, Associação Nossa Senhora da Conceição, Sindipema, Coletivo de Atores, Articulação do Baixo São Francisco, UNEGRO, APAE, Centro Dom José Brandão de Castro, Sinditic, Sindifisco, Sintufs, DIEESE, MOLS, Grupo Afro Cultural Axé Kizomba, Sinditéxtil, Casa da Doméstica, Associação de Lavadeiras, Levante Popular da Juventude, MST, Consulta Popular, Advocacia de Direitos, Amanser, Articulação do Semi-Árido, CUT/SE, os vereadores Iran Barbosa, Dr. Emerson, Lucas Aribé, o vice-prefeito da Barra dos Coqueiros Cláudio Caducha e a deputada estadual Ana Lúcia.