Os presidentes do Sintese, Roberto Silva dos Santos, e do Sindipema Obanshe Severo acompanhados do secretário de mobilização e relação com movimentos sociais, Paulo Lira entregam carta das professoras e professores sergipanos à ministra interina da Educação, Isolda Celda, na plenária do plano plurianual participativo. Confira o texto da carta.
O enfretamento à violência nas escolas também passa pela valorização das professoras e professores
As professoras e professores sergipanos das escolas públicas estaduais e das escolas municipais de 74 municípios, representados pelo SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe – e o Magistério Público Municipal de Aracaju, representado pelo Sindipema – Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju – trazem, nessa carta, ao Excelentíssimo Senhor Ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, e a Excelentíssima Senhora Secretária Executiva do Ministério da Educação, Izolda Celda, o posicionamento do magistério no que diz respeito ao enfrentamento à violência nas escolas.
Para as professoras, professores e suas entidades representativas, esse enfrentamento não perpassa somente por questões de segurança pública, de erradicação das desigualdades sociais e pela ampla defesa da democracia, mas, também, pela valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras em Educação e pela autonomia do trabalho pedagógico.
Os professores e professoras sergipanos passam por violências diárias. No caso da rede estadual, o governo não paga a atualização do piso salarial nem respeita a carreira dessa categoria. Situação vivida também pelo magistério da rede municipal de Aracaju e outros municípios sergipanos.
Políticas neoliberais que estão em curso, como o Novo Ensino Médio, que vai dificultar o acesso dos jovens à Educação Superior; o ProSIC – Programa Sergipe na Idade Certa, que expulsa o estudante da sala de aula e aumenta o número de analfabetos funcionais; o SAESE, que visa a punição de professoras, professores e das escolas; a forma adotada pelo Alfabetizar para Valer; além da ingerência das fundações privadas (Lemann, Vivo, Natura, entre outras) na Secretaria de Estado da Educação e Cultura – Seduc, e nas secretarias municipais de educação, em especial na SEMED Aracaju, que impõe aos estudantes, filhos e filhas da classe trabalhadora, um modelo de ensino que visa somente a resolução de testes (a exemplo da Prova Brasil) e propostas ineficientes de correção de fluxo, expondo à população, através da propaganda política, o avanço dos índices, como o IDEB, sem que os reais problemas da educação sejam pensados e solucionados.
Para nós, o enfrentamento à violência nas escolas deve ser feito com o fortalecimento do Projeto Político Pedagógico, construído de forma coletiva com a comunidade escolar, de políticas que assegurem o acesso e a permanência dos estudantes nas unidades de ensino, condições dignas de trabalho e estudo nas escolas e com a valorização dos profissionais da educação. Destacamos que a violência nas escolas não deve ser tratada como uma questão de segurança, mas como uma gama de políticas públicas que garanta uma educação pública de qualidade social e emancipatória e de uma efetiva valorização dos profissionais de ensino dessa federação.











