Todos os estudos foram feitos e apresentados. Agora a retomada da carreira só depende da vontade política do governo

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Foto: Ascom Sead

Na reunião da Comissão de Negociação que trata da retomada da carreira realizada na manhã desta terça, dia 25, foi apresentado pelos representantes do governo os últimos dados restantes para análise. Tratou-se do impacto para o início da retomada da carreira em relação ao cenário do Sergipeprevidência.

O que foi apresentado hoje pelo governo confirma a avaliação do sindicato desde a reunião passada. O governo do Estado tem condições financeiras para garantir o início da retomada da carreira para professoras e professores da rede estadual, da ativa e aposentados a partir de setembro de 2023.

A comissão de negociação do SINTESE foi enfática, mais uma vez, em dizer aos representantes do governo que é preciso apresentar proposta por escrito e que isso é uma decisão política da gestão Fabio Mitidieri.

“Após a apresentação dos dados do Sergipeprevidência ficou ainda mais nítido do que na audiência passada, só é necessário o governo apresentar proposta por escrito como vai retomar a carreira do magistério”, afirma o presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

A próxima reunião acontece dia 04 de agosto com a presença da secretária da Fazenda, Sarah Andreozzi e o secretário de Educação, Zezinho Sobral.

“Temos a clareza que o início da retomada da carreira do magistério ainda esse ano depende da vontade política do governo. Colocamos o mês de agosto como prazo limite para que o governo apresente a proposta. Diante desse cenário estaremos convocando assembleia para passar todas as informações para a categoria”, afirma o professor Roberto Silva.

A comissão só foi criada depois de pressão do magistério

A criação da comissão que discute a retomada da carreira do magistério foi resultado da luta do magistério estadual. Vale lembrar que no dia 24 de abril o governador, em audiência com o sindicato, disse que o reajuste só seria de 2,5% (uma esmola) e que qualquer discussão só aconteceria em 2024.

Foi a pressão dos professores e professoras em paralisações no final de abril e início de maio que fez o governo reabrir a negociação.

O desconto do IPESAUDE é mais um ataque a remuneração dos servidores públicos

Durante a audiência, a Comissão do SINTESE tratou do desconto do IPESAUDE. Considerando os míseros 2,5 % e o desconto do IPESAUDE os professores e professoras tiveram redução de salário. O SINTESE colocou para os representantes do governo a indignação com essa situação e cobrou medidas para rever esse quadro.
“Dia 31 de julho, a partir das 8h seguimos na luta em defesa dos nossos direitos, com mais um ato em frente ao Ipesaúde. Venham, tragam colegas, parentes. Vamos juntos mostrar a nossa indignação com essa medida absurda do governo”, convoca o presidente do SINTESE e da CUT Sergipe.