Nesse jogo de “esconde-esconde” quem perde é a educação de Neópolis

Por que o prefeito Célio de Zequinha não recebe professoras e professores? Por que foge do diálogo? Essas são as perguntas que professoras e professores da rede municipal de ensino de Neópolis têm se feito ao longo dos últimos tempos. Audiências entre o SINTESE e a prefeitura são constantemente desmarcadas, sem nenhuma justificativa aparente, o prefeito e membros de sua gestão apenas não aparecem.

Infelizmente, o jogo de “esconde-esconde” segue vivo em Neópolis. Na última quinta-feira, 17, mais uma audiência estava marcada entre o SINTESE e a gestão municipal de Neópolis. Professoras e professores fizeram ato e vigília na Secretaria Municipal de Educação, onde seria a audiência, para esperar os resultados do tão aguardado diálogo sobre a atualização do piso salarial de 2023. No entanto a Secretaria de Educação estava praticamente vazia, nem a equipe gestora, nem o prefeito “deram as caras”.

É importante dizer que a audiência desta quinta-feira, 17 agosto, foi marcada numa audiência ocorrida no dia 20 de junho.

Luta em Neópolis

Em Neópolis professoras e professores da rede municipal de ensino lutam para receber a atualização de 14,95% do piso salarial, prevista por Lei, para o ano de 2023. Além da luta pelo cumprimento do direto a atualização do piso, professoras e professores também reivindicam condições tecnológicas e de acesso para o uso do diário eletrônico.

A categoria decidiu, em assembleia realizada no último dia 31 de julho, que só vai começar a preencher os diários eletrônicos quando a Secretaria Municipal de Educação de Neópolis oferecer equipamentos e suporte tecnológico, dando plenas condições de uso a nova ferramenta.

Nessa quinta-feira, 17, mesmo já sabendo que a audiência não iria acontecer, professoras e professores seguiram em vigília em frente a Secretaria Municipal de Educação, a pressão fez com que a secretária de educação reagendasse a audiência para a próxima terça-feira, dia 22 de agosto, às 9h. Desta vez a audiência foi marcada na sede central do SINTESE, em Aracaju.

“Uma gestão que quer resolver questões, que quer assegurar e respeitar direitos deve ser uma gestão aberta ao diálogo, disposta a negociar. Não comparecer nas audiências, não vai fazer os problemas simplesmente desaparecerem, muito pelo contrário, gera na categoria, e, sem dúvida, na população de Neópolis, a impressão que o prefeito faz pouco caso da educação, faz pouco caso com o respeitar os direitos assegurados por Lei. Estamos abertos e disposto ao diálogo e esperamos que, desta vez, a gestão do prefeito Célio também esteja”, enfatiza a coordenadora geral do SINTESE, na região do Baixo São Francisco II, Alecsandra Alves. . A categoria permanece na perspectiva de uma proposta de atualização do PISO, caso isso não ocorra, os professores continuarão na luta por valorização.

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