Piso: magistério tem conquista importante no TCE-SE

A luta pela atualização do piso salarial do magistério nos 26 municípios sergipanos que ainda não a fizeram segue firme com o acompanhamento das sessões do Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE). Todas as quintas, professoras e professores, além de diretores do SINTESE, marcam presença na Casa de Contas.

E, na manhã desta quinta, dia 19 de setembro, a categoria conseguiu uma vitória importante. Dentro da luta pela atualização do piso, há também a denúncia de que professores contratados destes municípios recebem menos que professores efetivos, mesmo exercendo as mesmas funções com a mesma carga horária.

“Como se não bastasse essas prefeituras estarem com o piso desatualizado, ainda pagam menos aos professores contratados. Isso é um desrespeito total à classe trabalhadora”, comentou Emanuela Pereira, diretora de Bases Municipais do SINTESE.

Na sessão do Pleno de hoje, o conselheiro Ulices Andrade pediu que a situação fosse apurada nos municípios de Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Poço Redondo e Ribeirópolis, que são municípios que integram a área de controle e inspeção cujos processos estão sob sua relatoria.

“As exigências para um professor ser contratado são as mesmas de um efetivo. As responsabilidades, as atividades, a carga horária e tudo o mais é igual ao do professor efetivo, por que o contratado vai receber menos que o efetivo? Está errado”, afirmou Emanuela.

“Vale destacar que não estamos pedindo a extensão dos direitos e vantagens garantidos em planos de carreiras para esses professores contratados, mas sim a fixação de vencimento base idêntico para o exercício do cargo de professor, temporário ou efetivo, com a mesma jornada, mesma exigência de habilitação e formação e as mesmas responsabilidades funcionais e administrativas”, complementou.

O pedido do conselheiro foi aprovado no Pleno. “É um passo adiante para a nossa luta. Esperamos os frutos dessa conquista o mais breve possível. Essa é mais uma prova de que só a luta muda a vida. Seguimos firmes porque somos muitas, somos muitos, somos fortes”, disse a diretora do SINTESE.

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