Poço Verde: professores denunciam caos na Educação do município

Professoras e professores da rede municipal de ensino de Poço Verde decidiram denunciar o caos gerado pela atual administração na educação do município. A decisão foi tomada em assembleia geral local realizada no dia 6 de novembro.

“A rede municipal de ensino tem vivido uma sequência de aberrações administrativas quem vem prejudicando o ensino, trabalhadores, crianças e adolescentes e suas famílias”, disse o professor Estefane Lindeberg, diretor de Bases Municipais da Subsede Regional Sul do SINTESE.

De acordo com o diretor, o transporte escolar, quando acontece, é feito com ônibus precário, com pneus carecas. “Muitas vezes, professores e alunos descobrem que não vai ter transporte quando já estão no ponto aguardando há um tempo”, disse. “Outras vezes, é um único veículo para fazer o transporte em vários povoados. Com isso, a aula, que deveria começar às 13 horas, vai começar quase às 15h”, acrescentou.

“E a situação ficou ainda pior depois da eleição municipal”, observou professor Estefane. “Além de professores contratados estarem sem salário desde agosto, agora os efetivos não receberam o salário de outubro”, informou. “A secretária de Educação pediu exoneração e o secretário de Finanças, Antônio Mário Almeida Fonseca, assumiu a pasta e as coisas tomaram rumos ainda mais difíceis”, disso.

O professor informou que o secretário, quando ainda não havia assumido a pasta da Educação, reuniu diretores das escolas e determinou a antecipação do calendário escolar, sem mesmo consultar o Conselho Municipal de Educação.

“Ele simplesmente disse que as escolas antecipassem cerca de 50 aulas no intuito de cortar gastos. Ou seja, estudantes vão ficar com menos 50 aulas, porque essa antecipação teria que acontecer no contra-turno e professoras e professores não tem como dar essas aulas. O secretário disse que os professores assinassem as aulas como dadas”, denunciou. “Ele quer apenas cortar gastos, não importa se isso vai afetar um direito básico como a educação”, criticou o professor Estefane.

Na assembleia, professoras e professores do município decidiram tornar públicas estas denúncias e cobrar posição da gestão municipal. “Estudantes e trabalhadores da rede municipal de ensino não podem ser prejudicados por conta da má gestão pública. Queremos soluções”, cobrou o diretor.

 

 

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