Tobias: professores tem vitória na composição do Conselho de Alimentação Escolar

O magistério de Tobias Barreto tem sofrido com a falta de diálogo com a administração municipal. O prefeito Dilson de Agripino tem conduzido a gestão da educação sem ouvir o SINTESE, sem ouvir a categoria. Tem tomado decisões excluindo a classe, tirando a representação legítima dos professores, ignorando o sindicato, agindo contra a lei e manipulando as informações em seu favor.

Um exemplo disso está na composição do Conselho Municipal de Alimentação Escolar. Este deve ser composto por quatro professores, sendo dois titulares e dois suplentes, escolhidos em assembleia geral local da categoria. A gestão municipal enviou comunicação ao SINTESE solicitando a escolha de apenas dois professores, um titular e um suplente. O Ministério da Educação (MEC) rejeitou esta formação e solicitou que se escolhesse quatro professores para comporem o Conselho.

Então, uma atitude inusitada aconteceu. O prefeito “convocou” uma assembleia. Chamou algumas pessoas e escolheu os quatro nomes para o Conselho, sendo que foram professores que tem cargos comissionados, que são ligados à administração.

E, em mais uma atitude de perseguição ao SINTESE, o prefeito fez esta manobra para tirar a representação do sindicato deste que é um órgão fiscalizador importante, pois um dos nomes escolhidos pela categoria foi o do diretor do SINTESE, Estefane Lindeberg, indicado à suplência no Conselho.

Esta composição forjada chegou a ser publicada no Decreto 1662/2025 que, após ação judicial, foi alterada pelo Decreto 1665/2025, de 13 de maio de 2025, – em cumprimento a um mandado de segurança – que altera o Decreto 1662/2025, trazendo a composição do Conselho Municipal de Alimentação Escolar de forma correta, escolhida em assembleia geral da categoria, tendo como membros titulares os professores Joilson de Jesus Ávila e Maria José de Jesus Leite e como membros suplentes os professores Estefane Lindeberg Santos e Bárbara Virgínia de Araújo Ramos Hora.

“Esta é uma vitória sobre a intransigência e o autoritarismo, que não podem ser a marca de uma gestão municipal que deve ser voltada para a democracia e para a cidadania, que deve ser conduzida para o povo e pelo povo. Seguiremos firmes em nossa luta pela defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse o professor Estefane.

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