A volta às aulas presenciais não é uma questão de radicalismo, mas das garantias de segurança

Desde maio de 2020 que os professores e professoras estão ministrando aulas remotas, compraram equipamentos para conseguirem realizar seu trabalho, isso sem contar com os custos de energia elétrica e com franquias de internet usando dos seus próprios recursos financeiros.

E estamos falando somente das questões materiais, mas também do estresse de ter o seu trabalho triplicado e a frustração de saber que uma grande parcela dos estudantes foi excluída devido a total ausência da garantia das condições tecnológicas para conseguirem assistir as aulas online.

Voltar as aulas presenciais é uma vontade de toda a categoria, pois os integrantes do magistério compreendem que o espaço escolar é onde se constrói o conhecimento e também amplia as relações sociais dos estudantes. Por isso, desde que se começou a tratar do retorno às aulas presenciais o sindicato tem reivindicado às condições de segurança.

Em situação de não pandemia o sindicato tem posição contrária a adoção de aulas à distância por entender que o espaço escolar é onde acontece o processo de ensino e aprendizagem e das trocas entre todos e todas que fazem parte das unidades de ensino.

O retorno das aulas presenciais não se trata nem de radicalismo nem de “mimimi”, mas de uma vontade política e de uma decisão do governo Belivaldo Chagas em atender uma solicitação do SINTESE em adotar medidas a exemplo de outros Estados e até mesmo municípios sergipanos, como Tobias Barreto, que anteciparam a segunda dose da vacinação para os trabalhadores e trabalhadoras da Educação.

A imunização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação é o primeiro passo para um retorno um pouco mais seguro, bem como a garantia das demais condições, sejam elas sanitárias, sejam elas de caráter pedagógico na perspectiva da segurança para os estudantes e trabalhadores para atender os protocolos de higiene e distanciamento.

Ademais, a antecipação da segunda dose nos trabalhadores em educação tende a confluir com a aplicação da primeira dose em toda a população adulta, trazendo um pouco mais de segurança aos profissionais, aos pais e responsáveis dos alunos, além de um aceno para o início da imunização dos estudantes.

Falta pouco tempo para termos a tranquilidade de ir ao local de trabalho e para os pais e responsáveis receberem suas crianças e adolescentes com mais segurança.

Não queremos perder mais ninguém. Lutar pela vida nunca pode ser radicalismo, sobretudo num país que já perdeu mais de 550.000 vidas.

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